Um Fator de Risco para a Compulsão em Internet

Não é segredo pra ninguém que os adolescentes adoram passar o tempo na internet.

Eles são capazes de passar horas e horas conversando, assistindo vídeos e acessando as redes sociais.

Muitas famílias ficam preocupadas com esse uso excessivo, temendo que de alguma forma possa prejudicar os jovens…

E para piorar, com a pandemia e as medidas de isolamento social, esse uso da internet aumentou bastante – agora, até as aulas são on-line, o que aumenta muito o tempo na frente de uma tela.

Mas o que separa um uso frequente de uma compulsão real?

Pesquisadores da Universidade de Helsinki, na Finlândia, avaliaram 1750 adolescentes de 16 a 18 anos para entender melhor a questão.

Segundo eles, alguns dos pontos chave do hábito compulsivo de internet são o vício em jogos (quando jogar chega a atrapalhar as atividades do mundo real) e também a monitoramento constante de curtidas e comentários das redes sociais.

Nesse último caso, é comum que o adolescente passe a se comparar com outras pessoas, o que pode trazer problemas de autoestima nessa fase da vida.

Mas nem sempre é fácil para os familiares saber se isso realmente está acontecendo, não é mesmo?

A linha que divide apenas uma diversão e curtidas inocentes de um verdadeiro problema é bastante tênue.

Até porque pode ser que o adolescente nem comente nada sobre como se sente em relação às outras pessoas das redes sociais… Ou se sente-se mal por não ter recebido as curtidas que esperava naquela foto que publicou…

Então, o que fazer?

Algumas dicas contra a compulsão em internet

Nessa pesquisa, os cientistas chegaram a conclusões que podem ajudar a evitar o uso compulsivo da internet, assim como seus malefícios. Veja…

1 – Esteja presente

O principal achado do estudo é que há um fator de risco principal para adolescentes com compulsão por internet. A solidão!

Ao se sentirem mais sozinhos, os adolescentes tendem a mergulhar de cabeça no mundo virtual.

Então, tente minimizar isso de alguma forma, mantendo-se presente e conversando.

Sabemos que isso é às vezes complicado nessa fase conturbada pela qual eles estão passando, mesmo assim é muito importante tentar.

Lembre-se que a solidão cresceu bastante por conta da pandemia, já que o contato com os amigos diminuiu muito.

2 – Mantenha uma boa relação em casa

Essa é uma dica relacionada à anterior, mas conta com um dado específico: de acordo com os pesquisadores, filhos de pais distantes estão mais propensos a se tornarem compulsivos com a internet.

Descobriu-se que quanto menos interessada a família se mostrava nos jovens, maior era a sua “fuga” para o mundo virtual.

O alerta para lidar com esse uso compulsivo é claro, pois ele pode inclusive levar a quadros depressivos.

Em jovens que já apresentam depressão, a situação pode até mesmo piorar.

Estudos anteriores também já levantaram o problema do “cyberbulling” que também aumenta a depressão e prejudica o sono dos adolescentes.

Então, todo cuidado é pouco nesse mundo conectado em que vivemos. Vamos cuidar dos nossos jovens!

Supersaúde!

Referências bibliográficas:

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