Um Bom Relacionamento Amoroso Promove Boa Saúde!

Quem não quer um ótimo relacionamento amoroso? Provavelmente você já ficou apaixonado e se lembra de como ficou andando nas nuvens… E quando esse relacionamento dura e se mostra prazeroso, é possível ver como as pessoas ficam mais felizes.

Mas será que isso tem alguma influência na saúde? Olha, só pela melhora do humor, é óbvio que sim. Quando o seu bem-estar emocional está em dia, o seu corpo libera mais serotonina, um importante hormônio que melhora sua memória, seu sono, seus níveis de energia e o até mesmo o apetite sexual.

E por falar nisso…

É essa mesma serotonina a responsável pela alegria e sensação de recompensa que se sente depois do sexo. Além desse hormônio, devemos nos lembrar da ocitocina, o “hormônio do amor”, liberado pelo nosso cérebro quando estamos perto de quem amamos.

Isso vale não apenas para relacionamentos sexuais, mas também para as amizades, filhos e até animais de estimação. É importante que nos lembremos de como nossas emoções e sensações são influenciadas por esses hormônios – e como elas influenciam nossa saúde de forma geral.

Quando nos sentimos bem, podemos dizer que nosso organismo fica mais “protegido”. Uma olhada em uma pesquisa recente pode demonstrar claramente como isso acontece.

Relacionamento amoroso bem sucedido e ação anti-inflamatória

Pesquisadores da Ohio State University avaliaram como o relacionamento de mulheres que tiveram câncer de mama teve influências na saúde das mesmas. Foram avaliadas 139 mulheres, com idade média de 55 anos.

Elas preencheram questionários e tiveram amostras de sangue analisadas em momentos diferentes: após o diagnóstico de câncer, durante o tratamento e alguns meses após o término.

A intenção era avaliar a presença de proteínas que promovem inflamações desnecessárias no corpo – algo que pode levar a várias doenças do mundo moderno, como diabetes tipo 2, artrite, doenças cardiovasculares e doença de Alzheimer.

Além disso, os pesquisadores pediam para elas relatarem o quanto estavam satisfeitas com seu relacionamento. O questionário incluía perguntas sobre o quanto se sentiam confortáveis com o parceiro e se o relacionamento amoroso era gratificante e feliz.

O que os resultados mostraram

Segundo o estudo, as mulheres que relatavam relacionamentos felizes e satisfatórios relatavam menor estresse psicológico. De fato, algo que seria óbvio…

Mas concluiu-se que esses fatores atuam promovendo menores marcadores de inflamação no sangue. O apoio em um bom relacionamento amoroso, assim, mostrou-se fundamental para a promoção da saúde dessas mulheres – especialmente após um câncer de mama, quando é ainda mais importante combater a inflamação crônica.

Segundo Rosie Shrout, autora principal do estudo e pesquisadora do Instituto de Pesquisa em Medicina Comportamental da Ohio State University, vínculos positivos entre casais podem promover a saúde mesmo em momentos difíceis, como na luta contra o câncer.

“Descobrimos que, quando uma mulher estava particularmente satisfeita com seu relacionamento, ela apresentava menor estresse e menor inflamação do que o habitual – menor que sua própria média. Em uma consulta específica, se ela estava satisfeita com seu parceiro, sua própria inflamação era menor naquela ocasião do que em outra consulta, quando estava menos satisfeita”.

Portanto, é sempre uma boa ideia estarmos atentos às nossas emoções. Um relacionamento amoroso forte, saudável e prazeroso melhora nosso humor e nosso bem-estar.

Lembre-se que mente e corpo estão conectados. O impacto não é só nas suas emoções, mas em funções importantes de todo o organismo, prevenindo doenças e garantindo uma Supersaúde!

Referências bibliográficas:

  • Humor e sexo andam juntos!www.DrRondo.com
  • M. Rosie Shrout, Megan E. Renna, Annelise A. Madison, Catherine M. Alfano, Stephen P. Povoski, Adele M. Lipari, Doreen M. Agnese, Lisa D. Yee, William E. Carson, Janice K. Kiecolt-Glaser. Relationship satisfaction predicts lower stress and inflammation in breast cancer survivors: A longitudinal study of within-person and between-person effects. Psychoneuroendocrinology, 2020; 118: 104708 DOI: 10.1016/j.psyneuen.2020.104708.
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