Alimentação

Taumatina: o Adoçante Natural Esquecido

A taumatina é uma associação de proteínas de uma fruta vermelha triangular, denominada como Thaumatococcus danielli, originária do Oeste Africano. Também conhecida como Katemfe.

As principais proteínas presentes são a Taumatina I e Taumatina II, sendo que ambas têm cadeia de 207 aminoácidos.

É reconhecida como a substância natural mais doce, sendo até mencionada no livro dos recordes, o Guiness Book , como sendo 6000 vezes mais doce do que uma solução de açúcar comum a 1%.

Tem sido usada há séculos por nativos da África Ocidental para adoçar alimentos.

Histórico da taumatina

Suas propriedades foram inicialmente documentadas pelo cientista W. F. Daniell, em 1855, no Pharmaceutical Journal. Ele esteve trabalhando no Oeste Afriacano pelo Britsh Army Surgeon quando tomou conhecimento dessa fruta, que estava sendo usada como adoçante de vinho de palma fermentado.

Quando voltou para o seu país, levou algumas espécies para serem identificadas e classificadas pelo Kew Gardens, em Londres.

Além disso, escreveu um artigo para a Pharmaceutical Society of Great Bretain, referindo-se a descoberta como a “Fruta miraculosa do Oeste Africano”.

O Dr. Daniel a batizou como Thaumatococcus danielli, mas com a sua morte, o assunto ficou esquecido.

Porém, na década de 1970 uma extensiva pesquisa isolou o princípio ativo da fruta, batizando-a como Thaumatin.

Segurança

Sua metabolização é como de qualquer outra proteína e reconhecida como completamente segura, pois preenche tudo o que é necessário para ser usado como um ingrediente alimentar natural.

A taumatina é considerada segura para uso em alimentos e bebidas.

Eficiência da taumatina

Excelente como adoçante natural e intensificador de sabor. Também ajuda a melhorar o sabor dos alimentos com sal e sódio reduzidos.

É extremamente eficiente, podendo ser usada como um produto não calórico.

Sem efeitos colaterais. É pouco conhecida, pois é mais usada como intensificador de sabor do que como adoçante.

Aprovação

Está aprovada mundialmente como um ingrediente natural alimentar e mais especificamente aprovada como adoçante e intensificador de sabor, desde 1979.

Na América, a taumatina é reconhecida como FEMA GRAS (Generally recognized as safe), ou seja, considerada segura desde 1984.

É usada também no Japão, Austrália, Israel, Inglaterra e Brasil, aonde é aprovado pela ANVISA desde 2008.

Aprovada como E957 na União Europeia.

Benefícios da taumatina

Índice glicêmico zero e muito doce. Não é prejudicial para os dentes e muito adequada para obesos e diabéticos. É um produto natural, no entanto, geralmente não é usado como adoçante por si só.

Não gera disbiose intestinal, preservando, portanto as boas bactérias intestinais.

Preocupações:

Nenhuma preocupação conhecida. Apenas pequenas quantidades são ingeridas e o corpo é capaz de metabolizá-lo como qualquer outra proteína.

Conclusão

A taumatina vem de encontro com a grande demanda por uma alimentação mais saudável, sendo uma opção segura tanto como adoçante como intensificador de sabores.

Portanto, é um grande aliado na dieta, tanto de indivíduos saudáveis para uso preventivo e terapêutico na obesidade, diabetes, síndrome metabólica etc.

Além disso, tem sido usada na indústria de pets para gerar rações mais palatáveis para cães e gatos.

Infelizmente, a imensa maioria dos adoçantes artificiais acabam trazendo mais malefícios que benefícios, pelo fato de por si só apresentarem efeitos colaterais sérios a médio e longo prazo, o que não acontece com a taumatina.

Outro fato importante é que a imensa maioria dos adoçantes, ditos até 100% naturais, apresentam uma mínima quantidade real do princípio ativo enfatizado (1 a 2%), como se observa nas stevias, mas cujo efeito ocorre às custas de sacarina, ciclamato, aspartame, eritritol, sucralose, além de conterem glúten, lactose e conservantes artificiais.

Como consequência, eles comprometem a sensibilidade à insulina, caindo por terra todo o objetivo de uso pelos obesos e diabéticos. Portanto, preste atenção a isso. E conte com a taumatina!

Referências bibliográficas:

  • Food Chem Toxicol. 1983 Dec;21(6):815-23.
  • Food Chem Toxicol. 2005 Aug;43(8):1297-302.
  • Econ Bot. 22:4 p326 (1968)
  • Ghana Jnl Agric Sci. 3 p207 (1970)
  • Hon Science. 5:3 p139 (1970)
  • Eur J Biochem. 31 p221 (1972)
  • Olfaction and Taste. IV p226 (1972)
  • Eur J Biochem. 35 p554 (1973)
  • Science. 181 p32 (1973)
  • Acta Physiol Scand. 89 p550 (1973)
  • Collog Ges Biol Chem. 25 p235 (1974)
  • Nat Synth Zusatzs Nahr Menschem Int Symp. 154 (1974)
  • FEBS letter. 54 p316 (1975)
  • Chem and Int. 20th March p262 (1976)
  • Chem Sensis Flavour. 7 p97 (1976)
  • Acta Physiol Scand. 97 p241 (1976)
  • Chem Sensis Flavour. 2 p21 (1976)
  • Lyloidia. 39:1 p25 (1976)
  • Nigerian Field. 16:4 p150 (1976)
  • J Labelled Compounds and Radiopharmaceuticals. 14 p375 (1978)
  • J Food Sci. 42:5 p1269 (1977)
  • Nature. 271 p383 (1978)
  • Econ Bot. 32 p321 (1978)
  • Chem Sensis Flavour. 3:1 p99 (1978)
  • Chem Sensis Flavour. 3:3 p291 (1978)
  • Nature. 9 p271 (1978)
  • Folia Primatol. 29:1 p56 (1978)
  • Eur J Biochem. 96 p193 (1979)
  • New Food Ind. 22:5 pl (1980)
  • TIBS. May p122 (1980)
  • Eur J Biochem. 104:2 p413 (1980)
  • Chem Sensis Flavour. 5:2 p93 (1980)
  • Food Aditive Federation News Japan 57 p5702 (1980)
  • Food Sanitation Research 31 Japan p83 (1981)
  • New Food Industry. 23:2 p13 (1981)
  • Caries Res. 15 p508 (1981)
  • Gene. 18 p1 (1982)
  • The Toxicologyst. 2:1 p176 (1982)
  • New Food Industry. 24 p5 (1982)
  • Chem Ind. 19 (1983)
  • Food March p12 (1983)
  • Eur J Biochem. 144 p41-45 (1985)
  • Cell. 37 p629-633 (1984)
  • Gene. 30 p23-32 (1984)
  • Journal of Nutritional Medicine. 3 p295-301 (1992)
  • J Nutr Environ Med. 14(2) p107-113 (June 2004)
  • J D Higginbotham. The Sweet Challenge. Spectrum p4 and in Franch: Fruits 35:11 p709 (1980)
< Artigo AnteriorPróximo Artigo >

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *