Sarcopenia: A “Osteoporose” dos Músculos

Há uma condição médica, insidiosa e silenciosa, que vai tornando os indivíduos cada vez mais fracos pelas perdas musculoesqueléticas – a ponto de não poderem mais se sustentar fisicamente e nem cuidar de si mesmos.

Estou me referindo àquela condição que se vê no dia a dia de pessoas bem emagrecidas, curvadas, com dificuldades de se movimentarem e que parecem que estão chegando ao fim…

Trata-se da sarcopenia.

Talvez você não esteja muito familiarizado com esse problema, mas quando se fala em osteoporose, todos sabem que se trata de perda óssea importante.

Para simplificar, é como se a sarcopenia fosse a osteoporose dos músculos e ligamentos.

É uma perda lenta e progressiva de músculo tão gradual que você nem percebe que está acontecendo, porém está acelerando muito o seu envelhecimento.     

É um pouco mais visível na musculatura esquelética, importante para a atividade física, mas essa condição tem influência direta em outras partes como:

– Metabolismo, pois secretam citocinas, fatores de transcrição importantes na regulação de outros órgãos. 

– Interfere na sensibilidade à insulina, pois o músculo esquelético é um tecido metabolicamente ativo na captação de glicose a ser depositada na musculatura.    

– Interfere na função imunológica por interações entre as células e na perda muscular, podendo levar a uma deterioração gradual do seu sistema imunológico.                  

– Promove encurtamento dos telômeros, que são as capas protetoras nas extremidades de cada um de seus cromossomos, com isso acelerando o envelhecimento.         

Quanto mais longos são os telômeros, mais jovens se comportam as células; quanto mais curtos ficam, mais vulnerável você fica à “velhice” e às chamadas “doenças do envelhecimento”.

Como reverter essa perda muscular

1. Dieta keto ou Jejum intermitente cíclico  

Consuma uma dieta rica em gorduras boas (TCM, óleo de coco, óleo de abacate, banha de porco e manteiga) e proteínas em quantidades adequadas

– Enfatize alimentos como carne vermelha, leite e ovos de animal à pasto e salmão selvagem, pois são ricos em leucina.

Muito cuidado com o whey protein, pois ele é rico em fosfato, que pode prejudicar a função renal. Especialmente se você tem mais de 60 anos ou insuficiência renal.

Não aconselho consumo de carnes de animais confinados, pela alta concentração de ômega 6, oriundo das rações com milho e soja.

O mesmo vale para proteína de soja em pó e outros grãos.

Evite ou reduza ao máximo carboidratos refinados industrializados, açúcares e frutose.

Consumir vegetais em abundância.

2. Ativar mTOR 

Para construir músculos, você precisa estimular a enzima anabólica mTOR em determinado momento do dia. Para isso, deve-se se exercitar em jejum, como por exemplo logo antes do café da manhã.

Imediatamente após o exercício de resistência, os estudos sugerem que se deve usar suplementos como: 

  • aminoácidos de cadeia ramificada. 
  • leucina isolada
  • hidroximetilbutirato (HMB) 

3. Bloqueadores da atividade da proteína ATF4

Essa proteína reduz a síntese proteica em seus músculos, portanto pode-se usar ácido ursólico e a tomatidina, pois bloqueiam a atividade do ATF4 no músculo esquelético.   

Em fontes alimentares, você encontra a tomatidina em tomates verdes. E o ácido ursólico naturalmente em cascas de maçã, cerejas, ameixas, manjericão, lavanda, orégano, sálvia e tomilho. 

Outra opção é na forma de suplementos. 

4. Treino supra aeróbico

É vital para reconstruir a massa muscular, pois eleva até 530% a produção do hormônio do crescimento.

Além disso, pode estender o comprimento dos telômeros.    

Tenha atenção a esse problema silencioso e cuide bem dos seus músculos!

Supersaúde!

Referências bibliográficas:

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