Qual o Verdadeiro Papel dos Assintomáticos na Covid-19?

Quando o assunto é Covid-19, muito se tem falado dos assintomáticos. São aquelas pessoas que têm o vírus, mas não apresentam nenhum sintoma. Por isso, a maioria nem sabe que está carregando esse hóspede indesejável.

Os assintomáticos também são o principal motivo pela adoção do distanciamento social. Mesmo sem apresentar nenhum sintoma, esse indivíduo pode infectar outra pessoa com o novo coronavírus.

Quando isso ocorre, nada garante que esse novo contaminado também seja assintomático. Ou seja, ele pode desenvolver a doença em toda sua gravidade e até correr risco de morrer – além de infectar mais pessoas. É assim que um vírus se reproduz.

Mas, afinal, temos que nos guiar pela ciência. Já sabemos de tudo isso por conhecermos a forma de manifestação e transmissão normal dos vírus. Agora é necessário entender melhor o real papel dos assintomáticos no caso específico da Covid-19.

Felizmente, cientistas do mundo todo tem trabalhado dia após dia em várias frentes. Se você acompanha as notícias, sabe que o desenvolvimento das vacinas e a busca por remédios eficazes têm avançado.

Além disso, há também as pesquisas que tentam compreender melhor o funcionamento e propagação do vírus. São elas que nos dão diretrizes para nos prevenir e protegermos uns aos outros, enquanto uma cura definitiva ou vacina não vem.

Entendendo um pouco mais sobre os assintomáticos

O Scripps Research Institute, uma instituição de pesquisas médicas dos Estados Unidos, acaba de publicar um estudo que nos alerta sobre os assintomáticos da Covid-19. Até agora, as informações sobre a real quantidade desse tipo de infectado pelo vírus variavam, e essa pesquisa traz uma nova luz sobre o assunto.

Os pesquisadores observaram várias populações do mundo, reunindo dados de outros boletins informativos. Eles também analisaram em especial casos de locais isolados onde houve grande contaminação pelo novo coronavírus, como prisões, navios de cruzeiro e casas de repouso.

Esses locais, onde muitas pessoas se infectaram de forma interna, foram de grande importância para entender a relação entre sintomáticos e assintomáticos.

O cientista comportamental Daniel Oran, que participou do estudo, comentou por exemplo que nas prisões de diversos estados americanos, dos 3 mil internos que deram positivo, 96% não apresentam nenhum sintoma.

Isso é o caso de um local fechado, é claro. Na situação normal, o número é menor, o que é mais preocupante. Segundo a pesquisa, quase metade das pessoas que são infectadas podem desenvolver os sintomas:

“Nossa estimativa de 40 a 45% assintomática significa que, se você tiver a sorte de ser infectado, a probabilidade é quase um “cara ou coroa” sobre se você vai ter sintomas. Então, para proteger os outros, pensamos que usar uma máscara faz muito sentido”, comenta Oran.

E tem mais: o estudo mostra que mesmo os assintomáticos são capazes de transmitir o vírus por um longo período de tempo, talvez por mais de 14 dias. Deve-se destacar ainda que eles também têm a mesma carga viral daqueles que apresentam sintomas, oferecendo riscos similares no contato.

Com essa nova informação, torna-se fundamental a prevenção. Portanto, siga as orientações dos órgãos de saúde e adote, sempre que possível, o isolamento social. E claro, não se esqueça de usar máscaras e sempre higienizar as mãos. Supersaúde!

Referências bibliográficas:

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