Qual a Diferença entre Sementes e Grãos?

Se você me acompanha sempre, já leu diversas vezes por aqui que os grãos não são alimentos saudáveis… Por outro lado, já viu em outras ocasiões – incluindo em algumas receitas – algumas indicações de sementes como boas opções alimentares.

Algumas vezes, isso gera certa confusão nas pessoas. Grãos e sementes não seriam a mesma coisa? Quais as diferenças? Vamos tentar esclarecer alguns pontos!

Grão x semente

A principal diferenciação biológica está no fato de serem consideradas sementes a parte da planta responsável por gerar um novo indivíduo, ou seja, uma nova planta. Por isso, elas costumam estar bem protegidas, “embaladas”. Contém muitos nutrientes, fibras e, em alguns casos, gorduras naturais boas para a saúde.

Os grãos, em geral, são classificados como frutos pequenos e comestíveis – mas que você deveria evitar comer. São os cereais, como soja, trigo, milho, aveia, lentilhas etc. Embora muitas vezes sejam vistos como algo saudável, eles contêm substâncias que agem como antinutrientes no seu corpo, como:

  • lectina, pró-inflamatória e responsável por alterar o equilíbrio dos seus intestinos;
  • ácido fítico, que bloqueia a ação da tripsina e outras enzimas necessárias para a digestão de proteínas;
  • glúten, que interfere na degradação e absorção dos nutrientes, podendo ativar o seu sistema imunológico a atacar a mucosa do intestino delgado, causando diarreia ou constipação, náusea e/ou dores abdominais.

Quais as melhores sementes?

Se você ainda tem algumas dúvidas sobre como diferenciar grãos e sementes, o melhor observar exemplos específicos. Comentei anteriormente sobre os principais grãos que você deve evitar. Para ler mais sobre o assunto, clique aqui e confira uma lista de posts que vai lhe ajudar bastante.

Agora, como exemplos de sementes que podem ser consumidas e ainda trazer benefícios, temos:

  • Sementes de abóbora
  • Linhaça
  • Sementes de papoula
  • Gergelim
  • Sementes de girassol
  • Chia
  • Sementes de romã

Como sempre digo, tudo depende dos ingredientes utilizados e da forma como você os prepara. Nas próximas semanas falaremos um pouco mais sobre o assunto, com mais detalhes sobre esses alimentos – tanto os que devem ser evitados quanto os que são uma boa opção para você. É só ficar de olho! Supersaúde!

Referências bibliográficas:

  • The Lancet, April 25, 1992;339:1062
  • Gastroenterology, 2002;122:1784-1792
  • B M J, April 17, 1999;318:1023-1024
  • Journal of Agricultural and Food Chemistry October 9, 2009
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