Proteja-se de Doenças Crônicas Aumentando o Ácido Butírico

As descobertas sobre ecologia intestinal cada vez mais têm trazido novidades surpreendentes.

Agora, uma pesquisa realizada na Bélgica, durante dois anos, examinando uma amostragem de 12.000 microbiomas de todas as partes do planeta, observou a presença de uma nova bactéria intestinal nunca antes registrada.

Trata-se da Dysosmobacter welbionis, uma cepa desconhecida até então, e que está presente em pessoas saudáveis – mas não encontrada em pacientes com doenças crônicas como obesidade, diabetes e síndrome metabólica.       

E a grande vantagem dessa bactéria é a produção de um metabólito crítico chamado butirato, um ácido graxo de cadeia curta que influencia positivamente na saúde, promovendo:

  • Redução da resistência à insulina
  • Melhora da glicemia    
  • Aumento da energia mitocondrial    
  • Ação anti-inflamatória
  • A produção de película protetora no intestino poroso    
  • A formação de novos neurônios no seu cérebro   
  • Alívio da doença de Crohn e doença inflamatória intestinal    
  • Alívio dos sintomas de depressão e ansiedade  
  • Modulação de resposta imunológica     
  • Proteção anticâncer   

Como recuperar sua produção natural de butirato

Deve-se inicialmente evitar uma alimentação rica em alimentos processados ​​com alto índice glicêmico, pois destroem as bactérias benéficas que criam butirato.

Consuma alimentos ricos em butirato, como manteiga ghee ou manteiga normal proveniente de animais criados à pasto.

Evite carne de animais criados confinados, como carne vermelha, aves, suínos e peixes, pois de rotina se usam antibióticos de pequenas doses nesses confinamentos.

Procure por vegetais orgânicos, sem transgenia e defensivos que também acabam comprometendo a sua flora intestinal.

Cuidado com adoçantes artificiais, pois estes também causam disbiose intestinal. Para substituir o açúcar, prefira a stevia pura.

Aumente a ingestão de fibra prebiótica (fibras insolúveis), que são ingredientes alimentares indigestíveis para os humanos, mas que estimulam o crescimento e manutenção da microflora intestinal benéfica. Ou seja, prebióticos são alimentos para os probióticos.

Os alimentos que contém prebióticos, importantes na produção de butirato, são: chicória, alcachofra de Jerusalém, aspargo, alho, amêndoas, banana maçã, abacate, kiwi e grão de bico.

Além disso, você pode adicionar suplementos nutricionais prebióticos que protegem e aumentam a sua flora bacteriana saudável:

Inulina

É uma fibra nãodigerível. Assim que atinge o intestino grosso, se transforma em um prebiótico que alimenta uma série de micróbios produtores de butirato. A raiz de chicória fresca é sua melhor fonte de inulina.

FOS (Fructo-oligosacrideos), GOS (Galcto-oligosacrideos) e XOS (xilo-oligossacarídeos)

Fibras vegetais que também aumentam o butirato, podendo ser usadas isoladas ou em conjunto.

Pectina

Esta fibra vegetal tem um potencial prebiótico menor que os anteriores, que são mais eficientes na produção de butirato.

Butirato (Ácido Butírico)

Os ácidos graxos têm um número de átomos de carbono que varia na sua estrutura, entre 4 carbonos (ácido butírico, encontrado na manteiga) e 24 carbonos (encontrado no óleo de peixe e tecido cerebral).

Neste caso, podem ser usados na forma suplemento, mas não em concentrações excessivas (acima de 7 gramas por dia), pois podem promover agressão à mucosa intestinal.

Os estudos mostram que o ideal é começar com 500 mg por dia e aumentar até 3 gramas, por um período de trinta dias.

Associar à ingesta de butirato os ácidos graxos essenciais como ômega-3, para nutrir as membranas celulares.

Assim você aproveita ao máximo os benefícios do butirato para uma Supersaúde!

Referências bibliográficas:

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  • Fight Aging! 2019
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