Porcos Magros Transgênicos: Agora a Gordurofobia foi Longe Demais!

A maioria das pessoas fugiram e muitos ainda fogem das gorduras numa constante luta contra o peso.

Eu vejo isso todos os dias…

Estamos vivendo uma explosão não só de obesidade, mas de doenças relacionadas, como diabetes, hipertensão e doenças cardíacas.

Nessas últimas décadas tem-se pregado uma dieta com baixo teor de gordura, e com isso as taxas de obesidade só crescem…

Vamos encarar: enquanto ficarmos com essa postura, só estaremos agregando mais peso à balança.

E esse raciocínio “científico” foi transferido também aos animais, em especial aos porcos.

E veja o que um veterinário da área comentou:

“Quando os melhoradores de genética para produção de carne em suínos entraram atuando e fazendo pressão de seleção para velocidade de ganho de peso, eles diminuíram a porcentagem de gordura na carcaça, porque produzir gordura consume muito mais energia do que produzir proteína, então os animais mais eficientes, os melhores ganhadores de peso, têm menos deposição de gordura tanto no marmoreio como na cobertura externa das peças.

No Brasil, fora de MG, o consumo de carne suína in natura é baixíssimo, em São Paulo só se come presunto, salame, mortadela, embutidos, mas no exterior a nossa carne hoje não dá a qualidade premium por não ter o sabor que um teor maior de gordura proporciona.

Ela é extremamente ressecada, um lombo de porco, que era uma delícia antigamente, hoje é quase impossível de se comer com prazer, porque até ficou meio areinhento, completamente seco, e as pessoas ainda pensam que a carne de porco ainda tem colesterol, agora que o colesterol até caiu e ainda é um fator de restrição de consumo de carne de porco in natura.

Hoje, o Brasil tem problemas com qualidade de carne de suíno para exportação, tanto é que estão mudando a orientação de seleção para porcos puros de raças de banha”.

Mas essa mania de baixo teor de gordura, que já foi longe demais, continua… Pois, na verdade, a indústria alimentícia ainda quer criar porcos magros!

Os cientistas chineses acabaram de criar 12 porcos geneticamente modificados com 24% menos gordura corporal do que os suínos normais. Eles pegaram um gene de um rato e o inseriram em células de porco para criar mais de 2.553 clones de porco. Depois implantaram os embriões de porco clonados em porcos reais.

A indústria alimentícia quer que você acredite que esses porcos geneticamente modificados são mais saudáveis para você. Mas isso não tem nada a ver com a sua saúde.

Isso é só para estender seus lucros…

Veja: esses porcos com pouca gordura queimam gordura mais rápido. Eles têm temperaturas corporais mais altas. A indústria de suínos economizará milhões em custos de alimentação. E eles vão tentar convencê-lo dos benefícios para a saúde do bacon com baixo teor de gordura para que você compre esses Franken-porcos.

Não se apaixone por isso, pois nunca se provou que é seguro comer alimentos transgênicos.

Além disso, todo o mito de baixo teor de gordura já foi desmascarado pela ciência…

As gorduras saturadas encontradas em carne de porco e outras carnes não entopem suas artérias.

De acordo com um estudo publicado na revista Lancet, em que se analisou a gordura encontrada em artérias obstruídas em pessoas, se concluiu:

  • Quase 75% da gordura encontrada nas placas se compõem das chamadas gorduras poli-insaturadas, ditas “saudáveis para o coração” (PUFAs) encontradas na margarina e no óleo de canola.

O famoso Sydney Diet Heart Study confirma isso. Descobriu-se que os pacientes que ingerem mais PUFAs e menos gordura saturada apresentaram taxas de mortalidade MAIS ALTAS.

Eles também tiveram maiores taxas de mortalidade por doença cardiovascular e doença coronariana. De fato, a taxa de mortalidade das chamadas gorduras “saudáveis” foi cerca de 70% mais alta.

A importância dos ácidos graxos saturados

  • Constituem mais de 50% dos fosfolípides, componentes da membrana celular que garantem sustentação e integridade às células.
  • Eles são o melhor combustível para o coração, que é alimentado pelo ácido esteárico e ácido palmítico. O músculo cardíaco é envolvido por gordura altamente saturada. O coração utiliza essa gordura de reserva nas situações de estresse.
  • Quando há necessidade de mais energia, os ácidos graxos saturados são utilizados como fonte de combustível.
  • Aumentam o HDL colesterol.
  • O ácido butírico previne câncer e participa do equilíbrio genético.
  • Os ácidos graxos saturados contribuem no combate a vírus (ácido caprílico).
  • Têm ação anticárie, antiplaca e antifúngica (ácido láurico).
  • Atuam na redução do colesterol (ácidos palmítico e esteárico).
  • Ácido esteárico é antiaterogênico, isto é, evita o processo de degeneração das paredes das artérias e contribui para a redução do risco de tromboses.
  • Ácidos graxos saturados têm papel vital na saúde dos ossos.
  • Para o cálcio ser incorporado efetivamente ao esqueleto, ao menos 50% de gordura da alimentação deve ser saturada.
  • Reduzem Lp (a), uma substância no sangue que indica tendência a doença cardíaca.
  • Protegem o fígado contra o álcool e outros tóxicos, como o paracetamol.
  • Fortalecem o sistema imunológico.
  • Os ácidos graxos saturados são necessários para uma correta utilização dos ácidos graxos essenciais. O ômega 3 é melhor assimilado nos tecidos quando a alimentação é rica em gordura saturada.
  • Os ácidos graxos saturados de cadeia média e curta têm importante ação antimicrobiana. Protegem contra microorganismos lesivos ao trato digestivo.

Os seres humanos evoluíram ao longo de milhares de anos comendo gorduras saturadas, como carne vermelha e carne de porco. De fato, nossos ancestrais comiam dietas de 30 a 80% de gordura. É o que fez de seus cérebros “humanos”. E as doenças cardíacas eram raras.

Portanto, não desista de bacon ou carne de porco.

Mas tenha cuidado quando escolher sua carne…

Um gritante 90% da carne de porco em seu supermercado vem de suínos criados confinados. Eles são alimentados com antibióticos, hormônios de crescimento e alimentos tóxicos que não são naturais para os porcos.

Em vez disso, procure por porcos criados a pasto, que se alimentam livremente de forragem para gramíneas, ervas, nozes, frutas e insetos. É o que os porcos foram designados para comer.

Este tipo de carne de porco é valorizado pela sua suculência, sabor e maciez. A carne é rosa e fortemente marmorizada. Depois de experimentar, você nunca mais voltará para a carne suína confinada, seca, dura e sem gosto.

Referências bibliográficas:

  • Lancet. 1994 Oct 29
  • BMJ.   2013 Feb 4
  • Proc Natl Acad Sci U S A.2017 Nov 7
  • Livro Sinal verde para a carne vermelha. Editora Gaia
  • Livro Emagreça e Apareça. Editora Gaia
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