Por que ser Jovem e Magro Hoje é Raro?

Muitos dos meus pacientes me perguntam como manter os seus filhos magros e saudáveis.

Entendo que é difícil e que nem sempre se consegue controlar o que os filhos comem, pois hoje a oferta de produtos atraentes, refinados, industrializados e ultra processados é imensa, além de prática.

Na verdade, para termos bom desenvolvimento e crescimento, precisamos de alimentos reais, bem ao contrário do que tem se optado.

No passado, não existia esse questionamento do que se deveria comer, pois todos sabiam o que era comida

Provinham de colheitas de árvores, arbustos e as pessoas os comiam, crus ou cozidos de alguma forma.

Há uma tremenda confusão do que é adequado ingerir, e parece que o conceito correto caiu no esquecimento. Com isso quem ganha são as indústrias de alimentos.

Elas continuam tentando “ajudar” você, mas, o que observamos hoje até as crianças estão tendo problemas de saúde que só se esperaria encontrar em adultos e idosos.

Estamos evoluindo para uma situação única, pois se continuarmos assim, pela primeira vez na história nossos filhos morrerão antes de nós.

Esse efeito é devastador. Os casos de diabetes tipo 2, que pode ocorrer na idade adulta, teve um aumento de 50% nas crianças apenas nos últimos 10 anos.  

Hoje, na América, uma em cada seis crianças é oficialmente obesa, e no Brasil estamos evoluindo para isso também. 

Também pudera: no século 19, se consumia cerca de 1 kg de açúcar / ano, e agora, uma criança consome em média 30 kg de açúcar / ano.    

Há cerca de dez a quinze anos atrás, não ocorriam certas doenças que estão frequentes em crianças atualmente. 

Tanto é que um novo estudo mostra que muitas delas já apresentam os primeiros sintomas de diabetes e doenças cardíacas. 

Neste caso, avaliou-se crianças entre sete e nove anos, e observou-se que muitas delas tinham sintomas clássicos de síndrome metabólica, que são: 

  • Pressão alta
  • Gordura visceral
  • Triglicerídeos elevados
  • Redução do colesterol bom (HDL colesterol)
  • Glicemia aumentada

Os resultados foram chocantes, pois 45% das crianças tinham pelo menos dois desses marcadores, sendo que só em relação a pressão arterial elevada, 37% das crianças tinham essa manifestação. 

É algo que aumenta muito o risco dessas crianças desenvolverem diabetes ou doenças cardíacas quando chegarem à idade adulta.

Portanto, é necessário rever a alimentação delas, além de estimular a prática de atividades físicas.

Comida de verdade para seus filhos desde o nascimento

Uma alimentação saudável não é nada complicada, e para isso lembre-se sempre de não comer o que a sua avó não reconheceria como comida.

E mais, esqueça alimentos que duram em prateleira, ou seja, só ingira alimentos que eventualmente estraguem ou apodreçam.

O leite materno é o melhor alimento para bebês. Nas fórmulas comerciais para bebês, frequentemente há uma grande quantidade de açúcares adicionados que normalmente não estão listados no rótulo.         

Consuma vegetais e frutas orgânicas de preferência.

Priorize carnes de animais criados à pasto, pois as carnes de confinamento apresentam qualidade inferior em termos nutricionais, além de maior concentração de agrotóxicos.

Os grandes vilões alimentares que colocam as crianças em risco são produtos com baixo teor de gordura e diet, refrigerantes, cereais matinais, doces e sucos de frutas com sabor artificial. 

Genética e os alimentos gordurosos

Muitos acreditam que esses dois fatores são causadores de obesidade infantil, e consequentemente diabetes, doença cardiovascular e envelhecimento precoce.

Porém um novo estudo confirma que a genética não tem correlação com o aumento impressionante da obesidade infantil.  

Pesquisadores da Universidade Técnica de Munique, na Alemanha, estudaram 1.400 crianças de 6 a 19 anos e não encontraram nenhuma ligação definitiva entre os genes e a obesidade. 

Essa na verdade é uma boa notícia, pois significa que é a sua decisão que faz a diferença. E no caso das crianças, cabe a você garantir uma alimentação adequada para evitar problemas – agora e no futuro.

Supersaúde!

Referências bibliográficas:

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