Por que o Trigo Moderno nos faz Tanto Mal?

Hoje, o trigo parece estar para todo lado que olhamos. Ele está na farinha e consequentemente no pão, no bolo, no macarrão, nos biscoitos… Isso só para falar nos mais comuns, pois também se esconde nos processados, de formas que nem sequer imaginamos.

Quando se fala do problema dos grãos, e principalmente do trigo, muitos ainda não acreditam. Eles usam a desculpa de que é um alimento ancestral, usado pelos humanos há milhares e milhares de ano. Se sempre o usamos, ele começaria só agora a nos fazer mal?

Olha, sinto muito em informar que a resposta é sim. Na verdade, nem é de agora. É algo que vem de cerca de 10 mil anos pra cá, mas com a agricultura e produção de alimentos mais recentes piorou consideravelmente. O fato é que o ser humano foi aos poucos selecionando e modificando o trigo, o que causou até mesmo alterações genéticas.

Como os humanos mudaram o trigo

Em 2017, uma equipe de pesquisadores revelou na revista Science que haviam feito uma sofisticada análise genética do trigo. Com isso, descobriram que o grão selvagem foi domesticado cerca de 10 mil anos atrás, na região conhecida como Crescente Fértil, entre o Egito e o Oriente Médio.

Nessa época, os agricultores selecionaram as sementes e o trigo iniciou as primeiras mudanças para se tornar o que é hoje. Para se ter uma ideia, o normal para a espiga do grão selvagem é se quebrar ao ficar madura. O grão domesticado, para facilitar a colheita, não tem mais essa característica.

Por meio de um sequenciamento genético 3D, os pesquisadores reconstruíram um modelo desse trigo original, descobrindo que 2 grupos de genes perderam sua função. Agora veja bem… Essa mudança genética não foi feita em laboratório, mas é a consequência da seleção dos nossos primeiros agricultores. Imagina hoje em dia!

Trata-se de algo que prosseguiu e agora é feito com toda a tecnologia disponível. As novas variedades não só de trigo, mas muitos outros grãos, continuam surgindo dia após dia, inclusive por manipulação genética direta – os famosos e problemáticos alimentos transgênicos. Outro problema é que o trigo moderno tem também muito mais glúten, nos trazendo problemas como:

Diabetes

  • Pesquisadores israelenses testaram a capacidade da moderna farinha de trigo de causar diabetes e comparam com as farinhas de várias variedades ancestrais de trigo. Eles descobriram que os animais que receberam trigo ancestral tiveram uma menor incidência de diabetes tipo 1 em comparação aos animais alimentados com a moderna variedade de trigo.
  • No trigo moderno há maior presença de alfa-gliadinas em comparação com as variedades antigas, causando maior resposta imunológica, que agride o pâncreas, segundo pesquisadores holandeses.  

Acne

  • Todos nós, em resposta ao consumo do glúten, produzimos zonilina no intestino. O trigo e outros grãos contêm proteínas glutinosas, conhecidas como prolaminas, grudentas e difíceis de digerir, tornando o seu intestino mais permeável e permitindo que essas proteínas parcialmente digeridas atinjam o fluxo sanguíneo, causando inflamações. A partir daí, você fica com o sistema imunológico sensibilizado, o que resulta no agravamento da acne.

Reações imunológicas

  • Com a ação do glúten seus intestinos ficam permeáveis a componentes bacterianos e proteínas dos laticínios, como a caseína. Uma vez com acesso à sua corrente sanguínea, esses componentes causarão mais reações imunológicas.

Trigo, obesidade e doenças do mundo moderno

Como se não bastasse, boa parte da alimentação moderna é baseada em carboidratos, o que inclui o trigo. Essa é a verdadeira causa da epidemia de obesidade, doenças cardiovasculares e neurodegenerativas, que tanto nos assustam hoje em dia.

É fundamental voltarmos à alimentação ancestral: a caça. Mas, felizmente, você não precisa sair com uma lança e nem montar armadilhas por aí. Estou falando apenas de privilegiar carne e gorduras de animais criados a pasto, algo que no Brasil você conseguirá facilmente com um açougueiro de confiança.

Consuma carboidratos o mínimo possível – tendendo a zero! – e capriche na gordura natural boa, como banha de porco e bacon de animais a pasto, a carne dos mesmos e vegetais folhosos.

Você pode também acrescentar óleos naturais como óleo de coco, de abacate ou azeite de oliva. Esta é a base da dieta keto, onde você finalmente terá menos fome, um corpo mais saudável e magro. Aqui no site você encontra tudo sobre o assunto. Basta clicar aqui e ver uma série de artigos. É hora de deixar o trigo pra trás. Mude seus hábitos e tenha uma Supersaúde!

Referências bibliográficas:

  • Wild emmer genome architecture and diversity elucidate wheat evolution and domestication. Science, 2017 DOI: 10.1126/science.aan0032.
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  • J Clin Endocrinol Metab. 2003 Jan;88(1):162-5.
  • Nutrients 2017, 9, 482
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  • Diabetes Metabolism Research and Reviews. 2016 Oct. Vol 32 – 675-684
  • Cardiovascular Diabetology. 2009
  • https://www.drrondo.com/retirar-o-gluten-da-dieta-reduz-o-risco-de-diabetes/
  • https://www.drrondo.com/desesperado-com-a-acne-pare-com-o-gluten/
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