Plástico até no seu Fruto do Mar Favorito

Se você me acompanha por aqui, com certeza já leu algo sobre esse risco ao qual todos estamos expostos…

Sim, os mares estão cada vez mais poluídos e todo mundo sabe com o que…

Plástico, muito plástico!

Mas se engana quem pensa que estamos falando só das sacolinhas e outros objetos grandes.

Sim, eu sei que eles também estão lá, e são de fato um problema urgente.

Mas tem uma parcela invisível – tanto para nós quanto para a vida marinha…

Os microplásticos!

São eles que acabam na fauna e, consequentemente, no nosso prato!

É meu amigo, são as ironias da vida… O plástico que a humanidade joga no mar, pode acabar voltando pra ela!

Será que você também está comendo microplásticos e não sabe?

Frutos do mar “plastificados”

Por essa ninguém esperava… Já sabíamos do risco de ingerir peixes de lugares poluídos.

Mas agora uma pesquisa de uma universidade alemã encontrou algo preocupante.

Eles analisaram amostras de mexilhões vendidos em supermercados de nada mais nada menos que 12 países ao redor do mundo.

Está preparado para a notícia?

Pois todas, TODAS as amostras tinham presença de microplásticos. No total, foram encontrados 9 tipos diferentes de plástico nesse fruto do mar!

Em média, 1 grama de mexilhão podia ter até 2,45 partículas microplásticas, sendo aqueles provenientes do Atlântico Norte e do Pacífico Sul os piores.

Algumas delas são minúsculas, com 0,003 milímetros, impossíveis de serem notadas!

Tenho certeza de que você não está nem um pouco a fim de comer plástico com seus frutos do mar, certo?

Um grande problema

Já sabíamos dessa possibilidade com os peixes, e ver que até os frutos do mar estão sendo afetados é realmente problemático.

Então, vamos lá.

Vale a pena dizer mais uma vez o que ocorre quando você ingere partículas plásticas. 

Junto com elas ingerimos poluentes perigosos, como o bisfenol A e os ftalatos, que desequilibram nossos hormônios (clique aqui para saber mais). 

Nosso corpo entende essas substâncias como o hormônio estrogênio, e o desequilíbrio pode trazer:

  • Ganho de peso por alteração de função tireoidiana
  • Problemas neurológicos
  • Doenças cardíacas
  • Infertilidade
  • Risco de diabetes
  • Redução de testosterona, ginecomastia e aumento da próstata em homens
  • Piora da síndrome pré-menstrual, menopausa e aumento do risco de câncer de mama em mulheres

Não estou dizendo que você deva parar de comer peixe ou frutos do mar, mas é sempre bom pensar nisso na hora de escolher sua comida e também nas atitudes cotidianas.

Precisamos reverter esse quadro ao mesmo tempo em que nos protegemos.

Portanto, o ideal é:

1 – Tchau plásticos

Precisamos reduzir o uso plástico.

Isso vale não só para as embalagens grandes e sacolas, mas também para microplásticos, que estão nas maquiagens e no glitter, por exemplo.

Hoje já há opções naturais e biodegradáveis. 

Aliás, só o fato de adotar uma alimentação mais saudável vai reduzir o uso de plásticos.

Ao comer alimentos naturais e não empacotados você já está fazendo parte da mudança (além de ganhar em saúde nutricional, é claro).

2 – Peixes pequenos

Grandes peixes comem peixes menores, e os plásticos vão se acumulando ao longo da cadeia alimentar na barriga de cada um…

Então, peixes menores estão menos propensos às partículas microplásticas.

3 – Procedência

Saiba de onde vem o alimento que você leva pra casa. Se descobrir que é de locais poluídos, caia fora.

No caso da pesquisa em questão, tantos os mexilhões de cativeiro quanto selvagens apresentaram partículas plásticas.

Nos peixes de cativeiro o problema é ainda maior, pois eles geralmente são alimentados com ração de soja e milho transgênicos.

Então, prefira sempre os selvagens – mas lembre-se que essa não é uma garantia de 100% de proteção.

Com consciência vamos aos poucos mudar essa realidade, mantendo também uma Supersaúde!

Referências bibliográficas:

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