Alimentação

O Vinho que Não Trai a sua Dieta

Muitos de nós gostam de vinho. Tomar uma taça é o nosso sinal para relaxar no final de um longo dia. Além dele realçar os sabores sutis em uma refeição, traz profundidade à conversação e revigora a alma.

E, como muitas vezes ouvimos, o vinho pode melhorar sua saúde.

Mas nem todo vinho…

Assim como nem todos os alimentos são igualmente saudáveis, nem todos os vinhos são criados iguais. A saúde depende do tipo que você bebe.

Estamos vivendo um “boom” do consumo consciente de bebida, segundo pesquisa da poderosa William Grant & Sons.

A preocupação com alimentação saudável agora se verifica na procura por bebidas saudáveis.

O consumidor consciente não quer só mais um bom vinho, mas uma bebida proveniente de uma agricultura de responsabilidade e sustentabilidade.

Além disso, precisa ser um produto com o mínimo de prejuízo ao planeta e que contenha níveis de álcool mais baixos, que venha de encontro com um consumo saudável, consciente.

A procura pelo vinho artesanal, de pequenos produtores, está com alta popularidade através dos vinhos naturais, orgânicos e biodinâmicos.

Há até crescimento de interesse por vinhos veganos, o que pode lhe parecer estranho, pois é feito de uva, uma fruta. Porém, no processo conhecido como filtragem, frequentemente se usa clara de ovo ou cola de peixe. Para atender essa demanda, hoje se buscam alternativas.

Talvez você não tenha tido ciência dessas informações, mas veja abaixo todas as desvantagens encontradas nos vinhos que possivelmente você está bebendo.

Desvantagem da maioria dos vinhos convencionais

Vamos rever o que está nos vinhos que você provavelmente está bebendo…

Pesticidas

A maioria das vinhas é pulverizada com pesticidas, herbicidas e fungicidas para proteger suas plantações de insetos e infecções. Essas substâncias químicas entram no solo, nas uvas e, finalmente, no vinho que você bebe.

As uvas têm uma pele fina e porosa, muito diferente de outras frutas, que têm casca protetora, e que você não ingere. Com isso elas absorvem praticamente todos os produtos químicos pulverizados.

E para você ter uma dimensão disso, o vinho é concentrado a partir de 600-800 uvas por garrafa, tornando-se uma poderosa fonte de compostos químicos nocivos.

Aditivos químicos

Na América, por exemplo, os produtores de vinho podem usar cerca de 80 aditivos químicos diferentes à bebida sem revelar nenhum deles na garrafa, como:

  • Colorante artificial
  • Agentes antiespuma
  • Açúcar extra
  • Xarope de milho com alto teor de frutose
  • Amônia
  • Bactérias e leveduras geneticamente modificadas
  • Agentes de filtragem como bexiga de peixe, caseína ou polivinil-polpir-rolidona (PVPP)
  • Sulfitos e muito mais…

Resumindo: o vinho não tem rótulo de ingredientes.

Maior grau alcoólico

Segundo teste, os vinhos tiveram um aumento de teor alcoólico, algo bem significativo de 1992 até hoje, quando eram em media 12,7% e saltaram para mais de 14% na atualidade

Lembre-se: o álcool é tóxico!

Enquanto muitos de nós ainda gostam de beber álcool, a dosagem é importante.

Estudos têm demonstrado consistentemente que o consumo de álcool é altamente dependente da dose – em doses mais baixas, a pesquisa mostra muitos benefícios positivos; em excesso, é prejudicial. Um relatório recente na revista Nature ressalta mais uma vez isso. É crucial beber vinhos com baixo teor alcoólico.

Maior concentração de açúcar

Uma garrafa de vinho pode conter uma quantidade surpreendente de açúcar. Novamente, não há rótulo nutricional na garrafa, então você não faz ideia. Até os vinhos tintos têm níveis de açúcar mais altos do que você pensa. Você nem sempre vai notá-lo porque a acidez e os taninos subjacentes escondem as notas mais doces.

Se você está tentando evitar o açúcar em sua dieta, provavelmente ainda está bebendo açúcar em seu vinho.

Então o que fazer sobre isso?

Se o seu objetivo é ser saudável, e ainda assim quer continuar aproveitando de uma a duas taças, é o momento de pensar nos vinhos naturais, orgânicos ou biodinâmicos… Procure por eles e tenha uma Supersaúde!

Referências bibliográficas:

< Artigo AnteriorPróximo Artigo >

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *