O Pensamento Negativo pode Levar ao Alzheimer?

Você já deve ter ouvido falar muito sobre o poder do pensamento. Isso é algo que de uns tempos pra cá vem ganhando cada vez mais força, e há aqueles que juram que pensar positivo faz bem. Por outro lado, o pensamento negativo poderia trazer prejuízos, até mesmo para a nossa saúde.

Mas será que isso tem alguma base científica? Bom, nesse quesito, a primeira coisa que devemos nos lembrar é que nossas mentes não estão “separadas” do resto do organismo. Somos indivíduos integrais, corpo e mente unidos em uma só pessoa.

E como você também já deve saber, nosso cérebro está na coordenação de vários fatores. Dependendo de como nos sentimos, de fato nosso corpo pode ser influenciado. Positiva ou negativamente!

Sendo assim, realmente deve ser considerada a influência dos nossos sentimentos na saúde. E cada vez mais as pesquisas vem caminhando nesse sentido.

A ciência ainda tem muito por descobrir quando o assunto é o cérebro e as emoções, mas o que temos até agora é bem promissor e pode já nos ajudar a compreender essa relação. Vamos usar esse conhecimento a nosso favor!

Pensamento negativo e Alzheimer

Um exemplo interessante é um estudo recente, feito pela University College London, no Reino Unido. Em conjunto com pesquisadores de outros dois institutos e com o apoio da Alzheimer’s Society, a pesquisa avaliou 360 pessoas com mais de 55 anos durante 2 anos.

Nesse tempo, os voluntários precisaram responder a questionários sobre experiências negativas, pensamentos sobre o passado e preocupações com o futuro. Além disso, também tiveram seus níveis de ansiedade e depressão medidos.

Parte dos pesquisados também teve o cérebro analisado. O objetivo era identificar a presença de proteínas TAU e amiloides, que em excesso são fatores para o desenvolvimento da doença de Alzheimer. Também se avaliou memória, cognição espacial e linguagem.

A repetição é a questão

Os resultados foram surpreendentes. Os pesquisadores concluíram que as pessoas que tinham pensamento negativo tiveram maior declínio cognitivo durante o tempo da avaliação. Elas apresentaram redução de memória e maior concentração das proteínas TAU e amiloide – ou seja, tiveram um risco aumentado para o Alzheimer!

Mas é preciso ter atenção. Não estamos falando aqui que você nunca pode ter um pensamento negativo. Na nossa vida passamos por muitas situações e nem todas elas são agradáveis. Em alguns momentos, de fato, ficamos tristes. E isso é normal.

O que a pesquisa faz questão de destacar é que esses são casos de pensamento negativo REPETITIVO, ou seja, quando esse tipo de pensamento se torna um padrão dominante no indivíduo. A intensidade e a duração parecem ser fatores determinantes para os problemas citados.

Cultive os bons pensamentos!

Cultivar o pensamento positivo realmente é algo que pode lhe livrar de riscos desnecessários e preservar a sua saúde. As pesquisas são claras e confirmam isso. Devemos guardar essa informação como uma meta que deve ser vivenciada ao máximo possível. Conforme comenta um dos coautores do estudo, o Dr. Gael Chételat:

“Nossos pensamentos podem ter um impacto biológico em nossa saúde física, que pode ser positiva ou negativa. Práticas de treinamento mental, como meditação, podem ajudar a promover resultados positivos[…].

Cuidar da saúde mental é importante e deve ser uma das principais prioridades da saúde pública, pois não só é importante para a saúde e o bem-estar das pessoas a curto prazo, mas também pode afetar seu risco eventual de demência”.

Então, fica a dica. Foque na meditação ou em qualquer outra prática que lhe faça mais feliz e eleve os seus pensamentos. Eles têm um papel importante na saúde. Cabe a você decidir se para o bem ou para o mal. Espero que seja a primeira opção! Supersaúde!

Referências bibliográficas:

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