Prevenção

Nem toda Doença de Alzheimer é pela Mesma Causa

A maior preocupação que as pessoas tem em relação a problemas de saúde, é com a doença de Alzheimer, que já é terceira principal causa de morte nos países desenvolvidos, estando atrás só de doenças cardíacas e câncer.

Ela deixou de ser uma doença rara, como era no passado, para se tornar extremamente frequente.

Cerca de 95% dos casos de Alzheimer são causados por fatores ambientais, de estilo de vida e desequilíbrio nutricional. A boa notícia é que nesses fatores nós podemos intervir, e é ainda melhor se pudermos começar uma prevenção o mais precoce possível.

Muitas pessoas já estão desenvolvendo doença de Alzheimer sem terem a menor ideia. É algo que inicia cerca de 20 anos antes do diagnóstico ser feito ou começarem os sintomas, como as falhas de memória, por exemplo.

Infelizmente, as abordagens terapêuticas não têm funcionado para esse problema. Portanto, o melhor a fazer é uma abordagem médica geral, entendendo as mudanças bioquímicas que precisam ser reparadas.

As medicações convencionais podem até vir a ter um lugar nesse tratamento, mas o que precisamos é entender o que está causando realmente o problema e não só tratar uma consequência.

Diferenças da doença de Alzheimer

O entendimento atual é que há 6 fatores principais na doença. 

São eles:

1. Fatores inflamatórios – Neste caso os pacientes apresentam marcadores pró-inflamatórios alterados como:

  • proteína C-reativa de alta sensibilidade,
  • interleucina          
  • fator de necrose tumoral alfa, refletindo um estado inflamatório crônico.

2. Fator de glicação – Desencadeado por oxidação dos açúcares e inflamação, devido à glicose e resistência à insulina.

3. Fator atrófico – Indutor de placas de proteína precursora amiloide (APP) e receptores de dependência, cuja deficiência induz a morte celular programada. São eles:

  • fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF)  
  • estradiol, progesterona, testosterona e pregnenolona
  • T3 livre
  • ​​NF-ĸB e inflamação
  • vitamina D 

Além de bloquearem a formação de novas sinapses, clinicamente se torna evidente com redução da capacidade de reter e aprender coisas novas.

4. Fator tóxico – Desencadeado por exposição a tóxicos (metais, pesticidas etc.), apresentando marcadores de resposta inflamatória crônica.  

5. Fator oxidativo – Ocorre por estresse oxidativo, desencadeando disfunção mitocondrial por excesso de produção de radicais livres. Isso desencadeia um aumento de mutações no DNA mitocondrial.

6. Fator genético –Representa 5% dos casos de Alzheimer, que desencadeiam precocemente a doença.

Nos casos de predisposição genética, se observa a presença de alelo único para a Apolipoproteína E epsilon 4 (ApoE4). Aqueles que são ApoE4 positivos têm um risco de 30% ao longo da vida de desenvolver a doença.

Já para os que têm duas cópias do gene ApoE4, o risco aumenta para 50%.

Terapêutica

Com essas informações de como o organismo humano realmente está sendo agredido e como reage, gera-se uma grande possiblidade de intervenção mais precoce. Atinge-se a bioquímica de uma forma geral, propiciando melhores resultados em termos de expectativa de não deixar a doença evoluir e possivelmente até revertê-la.

Isso gera protocolos de tratamento mais adequados, em vez de ficarmos somente com a abordagem “um sintoma – um remédio”. Supersaúde!

Referências bibliográficas:

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  • J Alzheimer’s Dis, 1999;1:197-201.
  • Nutrition, 1998;14(3):313-314
  • Chem. Toxic., 1993;31(9):679-685.
  • Medical Hypothesis, 1992;39:123-126
  • E-Book – Alzheimer: esta doença não precisa ser seu destino
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