Nebulização de Peróxido de Hidrogênio Contra Infecções Respiratórias

Tenho escrito sobre peróxido de hidrogênio desde 2015, baseado obviamente em estudos que comprovavam o seu uso e eficácia para tratar doenças respiratórias virais, gripes e resfriados.

Desde então, tenho recebido testemunhos impressionantes sobre sua eficácia terapêutica.

Agora trago aqui a experiência do Dr. David Brownstein, que vem fazendo uso dessa terapia em seus pacientes há 28 anos, com resultados positivos e sem nenhum efeito adverso.

Portanto, é uma terapia que além de segura e barata pode ser feita em casa com o objetivo preventivo e de suporte terapêutico.

Mas quanto mais precoce for o tratamento, melhores serão seus resultados, apesar de haverem muitos depoimentos impressionantes mesmo em doenças em estágio avançado.

Como usar peróxido de hidrogênio no nebulizador 

É necessário um inalador que possa ter máscara facial, pois assim levará o peróxido de hidrogênio aos seios da face, garganta, trato brônquico e pulmões, ou seja, aonde é necessário. 

Diluir o peróxido de hidrogênio a 3% 10 volumes, que você encontra nas farmácias, com soro fisiológico.

Não se deve fazer essa diluição com água pura, pois a falta de eletrólitos na água pode agredir seus pulmões pelo diferencial osmótico que se forma.

Para a inalação use 7 gotas de peroxido de hidrogênio e 1 flaconete de 10 ml de soro fisiológico.

Pode ser usado para prevenção e manutenção, sendo aconselhável durante épocas de gripe ou enquanto estivermos em risco de viroses. 

Para evitar que uma infecção se espalhe, comece o tratamento aos primeiros sinais de sintomas, como coriza ou dor de garganta, usando o nebulizador por 10 a 15 minutos. 

Se estiver doente, fazer isso a cada hora, até notar melhoras. Em seguida, reduzir a cada 4-6 horas e continuar até que você tenha superado a doença.

Como funciona o peróxido de hidrogênio

Apresenta propriedades antipatógenas:

  • Na verdade, suas células imunológicas produzem naturalmente peróxido de hidrogênio que pode inativar o vírus que está infectando as células.

Associando a terapia com peróxido de hidrogênio, haverá um maior potencial de eficiência das células imunológicas a desempenharem sua função natural de “matar o vírus”.

Com isso a reprodução viral é interrompida, impedindo que ocorra a infecção de outra célula, permitindo a duplicação do processo infeccioso.

Além disso;

  •  O peróxido de hidrogênio atravessa livremente as membranas celulares e reage com o ferro que estão ligados aos patógenos, gerando água e radicais hidroxila, um agente oxidante potente que mata todos os patógenos presentes. Em condições normais e saudáveis, sem patógenos, o peróxido de hidrogênio simplesmente se decompõe em oxigênio e água.          
  • Os fagócitos ativados (células imunes que matam patógenos) promovem a geração do peróxido de hidrogênio nos locais de inflamação, que na sequência gera radical hidroxila que mata patógenos.      
  • Todas as células do corpo, produzem peróxido de hidrogênio, incluindo  o revestimento epitelial dos pulmões. E em condições de inflamação há um aumento de geração do mesmo sendo eliminado pelas células superficiais nas vias aéreas. Isso caracteriza uma resposta imune ativa.    

Ação molecular sinalizadora:

  • O peróxido de hidrogênio é um importante modulador de múltiplos processos metabólicos tanto intra como extracelular.    

Ou seja, ele fica dentro e fora de suas células em níveis baixos, e na presença de patógenos, detectados pelo sistema imunológico, haverá geração e aumento das suas quantidades. 

  • É um dos principais radicais livres, e apesar de forma geral ser entendido como algo ruim, não é bem assim, pois precisamos de uma pequena quantidade desses elementos oxidativos para que ocorram as sinalizações celulares, regulação metabólica, como interações das proteínas, proliferação celular, diferenciação, migração, angiogênese e respostas de estresse. 

Portanto a presença de peróxido de hidrogênio no corpo humano, varia  dependendo da presença ou não de infecção, e o fato de não gerar metabólitos tóxicos são indicativos de sua segurança.

Uso médico do peróxido de hidrogênio na história

A presença de H2O2 em sistemas vivos foi identificada em 1856.

Os médicos começaram a descobrir o poder curativo de peróxido de hidrogênio há mais de 100 anos atrás. 

Em 1888, o primeiro uso médico de H2O2 foi descrito pelo Dr. P. Love Cortelyon, da Georgia, que o usou no tratamento de diversas doenças nasais e de garganta incluindo febre escarlate, difteria, catarro nasal, coriza aguda, tosse convulsa, febre do feno, asma e amigdalite, com sucesso. 

Num caso em particular, ele usou o peróxido em spray nasal para tratar uma pessoa com difteria, uma doença que frequentemente era fatal naquela época, com recuperação em um único dia.

Porém, só em 1894 ocorreu a extração pela primeira vez de H2O2 100% puro.

Na epidemia após a Primeira Guerra Mundial, Oliver e colaboradores relataram que a injeção intravenosa de H2O2 foi eficaz no tratamento da pneumonia por influenza. 

Na verdade, desde 1922 há mais de 6 mil artigos científicos sobre o poder curativo do H2O2.  

O que dizem os estudos mais recentes ?

– Poultry Science, 1994       

Investigação sobre o uso de peróxido de hidrogênio contra uma variedade de patógenos, e no caso, inativando completamente o vírus da laringotraqueíte infecciosa com uma névoa microaerossolizada de peróxido de hidrogênio a 5%. 

– American Society for Microbiology, 1997        

Segundo os autores, “o vapor de peróxido de hidrogênio foi virucida contra calicivírus felino, adenovírus, TGEV e vírus da influenza aviária no menor volume vaporizado testado (25 mL).” 

Além disso, reduziu a infecciosidade do vírus da doença de Newcastle, vírus da bronquite infecciosa e vírus da gripe aviária, mas não os inativou completamente. 

– American Journal of Infection Control, 2009   

Avaliada a eficácia do peróxido de hidrogênio vaporizado contra vírus em várias superfícies, descobrindo que a exposição ao vapor de peróxido de hidrogênio a uma concentração de 10 partes por milhão resultou em 99% de inativação após 2,5 minutos.

– British Journal of Pharmacology, 2012    

Numa avaliação do potencial terapêutico do peróxido de hidrogênio no tratamento do AVC isquêmico: 

    “… à luz de descobertas recentes, [peróxido de hidrogênio] está sendo reconhecido como uma molécula endógena ubíqua da vida, pois seu papel biológico foi melhor elucidado. Na verdade, evidências crescentes sugerem que H2O2 pode atuar como um segundo mensageiro com um papel pró-sobrevivência em vários processos fisiológicos …”

–  Journal of Hospital Infection, 2014   

O uso de vapor de peróxido de hidrogênio eliminou uma série de vírus no aço inoxidável, incluindo adenovírus humano 1, gastroenterite, coronavírus transmissível de porcos (TGEV, um substituto do SARS-CoV), vírus da influenza aviária e vírus da gripe suína.

– Journal Vaccine, 2016      

Mostra a capacidade do peróxido de hidrogênio a 3% de inativar completamente e de forma irreversível o vírus da raiva em duas horas, reduzindo assim o tempo e o custo do processo de inativação necessário para a produção de uma vacina contra a raiva (que contém o vírus da raiva inativado) .

– Journal of Hospital Infection, 2020     

Avaliação do uso de peróxido de hidrogênio a 0,5%, seis vezes mais fraco do que os 3% normalmente usados, descobrindo-se que ele matou o vírus semelhante ao SARS e MERS. 

Portanto, fica claro o quanto o peróxido de hidrogênio pode ser um grande aliado.

Supersaúde!

Referências bibliográficas:

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