Alimentação

Miúdos: os Superalimentos Desprezados

Quando se trata de nutrição ideal, as evidências são claras de que nossos ancestrais comiam um grupo alimentar totalmente diferente do que o que temos hoje em dia: os miúdos.

Nossos antepassados evoluíram obtendo nutrientes de quase todas as partes de um animal, não desperdiçando nada.

Do nariz à cauda, ​​do cérebro aos ossos, devoravam tudo. E isso os transformou nos humanos que somos hoje.

Ainda na época dos nossos avós e bisavós, havia resquícios em parte dessa tradição. Eles não apenas comiam um filé ou uma costeleta de porco.

Eles sabiam exatamente o que fazer com estômago, língua, coração, cabeça, fígado, pés, cauda, ​​orelhas, medula óssea…

É o que as pessoas hoje chamam de “miúdos”, que na verdade são superalimentos esquecidos como:

  • Carne de Órgãos
  • Medula óssea
  • Tecidos conjuntivos
  • Pele
  • Cartilagem
  • Rabo de boi
  • Pés de porcos

Por um lado, a nossa alimentação moderna despreza totalmente nossa própria herança alimentar, pois estamos condicionados a consumir quase que exclusivamente alimentos industrializados.

E, pelo outro, vivemos em um ambiente desequilibrado, repleto de poluição e toxinas. Temos centenas de produtos químicos e outros compostos tóxicos fluindo através do nosso sangue a cada segundo do dia.

O resultado é que o nosso ambiente tóxico excedeu nossa capacidade de nos adaptarmos a ele, com isso aumenta a tendência de desenvolvermos doenças crônicas que estão virando epidêmicas atualmente.

Uma forma de recuperar uma nutrição adequada frente a esses agressores é a retomada de uma dieta rica em miúdos. Isso inclui carnes orgânicas como fígado, coração e rim, que são as fontes de nutrientes mais ricas do planeta.

Como seres humanos, temos necessidades nutricionais que vem de milhões de anos da nossa evolução, como por exemplo:

Coenzima Q10. Certamente você não está ingerindo o suficiente de alimentos que contenham esse nutriente, e para piorar com o envelhecimento passamos a ter mais dificuldade de absorvê-lo.

A carne confinada não tem muito CoQ10 porque os animais se movimentam pouco, produzindo apenas um décimo deste nutriente. Para que haja aumento do mesmo, os animais precisam de boa movimentação.

Esse nutriente é fundamental para produzir energia, além de reduzir a pressão arterial, melhorar a memória e fortalecer o coração. Aliás, se você usa estatinas para o colesterol, é imperativo a sua suplementação.

Porém, a CoQ10 não é o único nutriente que os miúdos (carnes de órgãos) fornecem. Carnes de animais a pasto são densamente carregadas com esse e com todos os nutrientes essenciais que seu corpo precisa – incluindo doses elevadas de vitamina B, como B1, B2, B6, ácido fólico e vitamina B12.

E a concentração de minerais essenciais é bem rica em fósforo, ferro, cobre, magnésio, iodo, cálcio, potássio, sódio, selênio, zinco e manganês.

Colágeno. É outro nutriente também em falta na dieta moderna, e que as carnes de órgãos têm em grande quantidade. Para isso, a medula escondida dentro dos ossos dos animais é excelente e era muito valorizada pelos nossos antepassados, com alto potencial nutricional.

Na verdade, pesquisas mostram que esse alimento rico em colágeno repara seu intestino, estimula a imunidade, reconstrói suas articulações, combate o câncer e reduz o risco de diabetes.

E mais, a medula óssea também contém um hormônio proteico chamado adiponectina, que sinaliza as células-tronco repararem tecidos desvitalizados.

Porém, apesar de saboroso, não agrada a todos, e portanto, uma boa opção para conseguir seus benefícios é consumir brodo (caldo de osso).

Fica aqui uma opção que atende esse objetivo…

Receita de brodo

Ingredientes:

  • 900 g de ossos bovinos de animal criado a pasto, (contém a medula no seu interior) e que preserve um pouco de carne que está aderida. Pode ser uma mistura de costelas, ossos das articulações, rabo de boi e ossos do pescoço.
  • 4 pés de galinha (para colágeno extra)
  • 3 cenouras
  • 3 talos de aipo
  • 2 cebolas
  • 2 dentes de alho
  • 2 folhas de louro
  • ¼ xícara de vinagre de maçã
  • Sal e pimenta a gosto

Instruções:

  • Aqueça o forno a 280º C.
  • Espalhe os ossos em uma assadeira e regue com banha de porco ou manteiga
  • Deixe-os assar até ficar bem dourado, por cerca de meia hora.
  • Coloque os ossos assados ​​em uma panela grande junto com os pés de galinha e o vinagre. Adicione bastante água fria para cobrir esse material.
  • Deixe ferver e reduza a temperatura para fogo baixo.
  • Cozinhe, descoberto, por 2 a 3 horas. Ocasionalmente, você deve remover a espuma que flutua no topo.
  • Adicione os ingredientes restantes. Continue a ferver, descoberto, por mais 9 a 12 horas.
  • Remova a carne e os ossos com uma escumadeira. Despeje o caldo através de um filtro em um recipiente grande à prova de calor.
  • Use o caldo de osso para sopas, ensopados, molhos ou molho de carne.
  • Consuma como um chá.

Você precisa se lembrar que nós evoluímos com esses alimentos, e por isso nosso corpo precisa tanto deles. Se você quer uma Supersaúde, os miúdos são um bom caminho!

Referências bibliográficas:

  • Ailment  Pharmacol Ther. 2000;14(12):1567-1579
  • Chest. 2000;118(4):1150-1157
  • Int J Med Sci. 2009; 6(6): 312–321
  • Rev. Bras. Gerontol. 2016;19(1):153-164
  • Science Daily. July 3, 2014
  • Stem Cells. 2015;33(1): 240–252
  • Livro Mude sua vida com Super Nutrientes.
  • www.drrondo.com/mitocondrias-beleza-antienvelhecimento/
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