Há Outra Maneira, Mais Natural de Tratar Diabetes?

Se há uma condição silenciosa e que vem crescendo a ponto de se tornar uma epidemia, esse problema é a diabetes tipo 2.

E o pior, só se percebe quando ela já está instalada.

Certamente o grande causador disso é o aumento excessivo do consumo de alimentos refinados, industrializados, frutose, açúcar e grãos

O que se observa é que esse tipo de comida gera mais compulsão alimentar, ganho de peso… E aí aparece o diabetes tipo 2.

Muitos se acomodam a essa situação e simplesmente passam a usar certas medicações, transferindo os seus problemas para um atalho, que são os remédios.

Mas quero que saiba que:

1. Essa condição é perfeitamente reversível, desde que você elimine carboidratos e amidos, adotando uma dieta keto.

Foque em proteína e gorduras como óleo de oliva, óleo de coco, abacate, manteiga Ghee, além de TCM (triglicérides de cadeia média)

As proteínas devem ser carne e órgãos de animais criados à pasto, ovos de galinhas que pastoreiam, peixe selvagem, amêndoas e sementes.

2. Não espere que só reduzir levemente os carboidratos e se apoiar em medicamentos que reduzem o açúcar no sangue ou insulina é suficiente para melhorar a sua saúde e evitar os efeitos devastadores do diabetes.

Depender só de remédios não reduz o risco de morte por qualquer uma das complicações dessa doença, como derrame, ataques cardíacos, infecções e doenças renais. Além disso, eles geram muitos efeitos colaterais.

Uma publicação do England Journal of Medicine, em 2008, mostrou que um estudo denominado ACCORD, que avaliava cerca de 10.000 pacientes tratados com medicamentos para baixar a glicemia ou insulina, foi preciso ser encerrado precocemente.

O motivo é que, segundo o National Institutes of Health, observou-se que a intervenção médica estava levando a mais ataques cardíacos, derrames e mortes.

O que se vê é que a imensa maioria das abordagens terapêuticas focam só em reduzir a glicemia aumentando níveis de insulina, o que vai gerar mais danos do que benefícios.

Os efeitos indesejáveis vão desde insuficiência cardíaca, derrame, ataque cardíaco, fraturas ósseas, perda de visão até a morte. É por isso que muitas indústrias americanas desses medicamentos estão recebendo processos por não informar os pacientes sobre as possíveis consequências.

Agora veja a relação dos medicamentos para diabetes mais usados ​​e seus principais efeitos colaterais:

Metformina– Promove aumento da sensibilidade à insulina, além de reduzir a produção de glicose no fígado.

Efeitos colaterais: náusea, diarreia, ganho de peso, depleção de vitamina B12 e aumento de risco de câncer de estômago, fígado, cólon e rins

Além disso, está documentado que aumenta as chances de neuropatia.

Recentemente a Sun Pharmaceutical Industries fez um recall voluntário para um lote desta medicação, pois continham muito N-Nitrosodimethylamine, um produto usado para fazer combustível de foguetes e conhecido como possível carcinógeno, de acordo com o Centers for Disease Control and Prevention (CDC).

Este problema pode eventualmente estar ocorrendo em lotes em todo o mundo, pois a matéria prima básica tem a mesma origem, chinesa.

Em caso de estar usando essa medicação, não a descontinue, entre em contato com o seu médico para saber como proceder.

Sulfonilureias – São fármacos que ajudam seu corpo a secretar mais insulina a partir das células beta do pâncreas.

Efeitos colaterais: hipoglicemia e ganho de peso.

Meglitinides – Esses medicamentos também estimulam as células beta do pâncreas a liberar mais insulina.

Efeitos colaterais: hipoglicemia e ganho de peso.

Tiazolidinedionas – Como a metformina, esses medicamentos tornam os tecidos do corpo mais sensíveis à insulina.

Efeitos colaterais: ganho de peso, aumento do risco de insuficiência cardíaca e fraturas.

Inibidores do sodium-glucose co-transporter 2 (SGLT2) – Agem a nível renal, impedindo que os rins reabsorvam o açúcar sanguíneo, eliminando-o na urina.

Efeitos colaterais: Infecções fúngicas e do trato urinário, aumento da micção e hipotensão.

Insulinoterapia – Certamente alguns pacientes têm a necessidade de ser tratados com insulina.

Mas quanto mais se aumenta a sua dose, menor é a sensibilidade do corpo a ela, e além disso não se evita as complicações graves e fatais do diabetes como: doenças cardíacas (pressão alta, LDL colesterol e triglicérides elevado, coágulos sanguíneos, derrames e amputações), infecções, depressão, redução do desejo sexual, infertilidade, insuficiência renal, Alzheimer e muito mais.

De acordo com grande estudo italiano, pessoas em tratamento com altos níveis de insulina tiveram 62% mais risco de morrer por câncer, principalmente o de cólon, mama ou próstata.

Nestas condições de insulina elevada há uma correlação com aumento de hipóxia (condição séria de baixa oxigenação) e as pesquisas mostram que isso aumenta o risco de tumores.

Efeitos colaterais: a insulina reduz a glicemia, porém promove armazenamento de gordura e consequentemente ganho de peso. Quando usada em excesso, pode causar inflamação no corpo.  

Como tratar naturalmente

A abordagem alimentar correta é a essência do tratamento, que descrevo com clareza no meu livro Diabetes Zero. Sem esta não se consegue progresso algum.

Aconselho seguir uma dieta keto, eliminando gradativamente os carboidratos e enfocando boas gorduras (óleo de oliva, óleo de coco, abacate, manteiga ghee, e TCM). Quanto as proteínas (carnes e órgãos de animais criados a pasto, ovos de galinhas que pastoreiam, peixes de água profunda, amêndoas e sementes), use-as com moderação.

O caminho mais fácil é começar a evitar alimentos processados e grãos

Além disso, pode-se usar certos suplementos que ajudam na melhora e até na reversão do problema em alguns casos.

A literatura mostra, porém, que há um suplemento tão eficaz quanto medicamentos para diabetes tipo 2.

Trata-se da berberina

É um extrato de diferentes plantas, como goldthread (coptis), raiz de uva Oregon, bérberis, açafrão-da-índia e goldenseal (Hydrastis canadensis).

Seu uso remonta de mais de 2.500 anos, especialmente pela medicina chinesa e a Ayurvedica, e agora tem sido usada e estudada extensivamente na medicina moderna.

Tem uma particularidade importante no diabetes, pois pode reduzir a glicemia, ajudar na perda de peso e melhorar a saúde cardíaca, condições as quais a maioria dos medicamentos farmacêuticos não pode fazer.

Além disso, age como:

  • Anti-inflamatório
  • Antimicrobiano
  • Antidiarreico e Antiparasitário
  • Antifúngico, especialmente contra a Candida albicans
  • Melhora as bactérias boas intestinais
  • Melhora a sensibilidade à insulina
  • Reduz produção de glicose no fígado.
  • Aumenta a glicólise (quebra da glicose intracelular)
  • Inibe o tamanho e o número das células gordurosas
  • Inibe deposito de gordura
  • Estimula gordura marrom
  • Retarda a digestão dos carboidratos
  • Melhora aprendizado e memória

Berberina X Metformina

Diversos estudos têm mostrado que a berberina pode reduzir a glicemia de forma tão eficiente quanto a metformina, com a vantagem de não ter efeitos colaterais.

As revistas Metabolism e Journal of Clinical Endocrinology publicaram estudos comparativos entre o uso da berberina e da metformina.

E concluíram que o grupo da berberina teve efeitos redutores da glicemia equivalentes ao grupo da metformina.   

Além disso, a berberina teve ações que a metformina não apresentou:

  • reduziu a hemoglobina glicada de 9,5% para 7,5% (cerca de 21% de redução)
  • reduziu o triglicérides de 100,5 a 79,2 mg / dl
  • reduziu o LDL colesterol 
  • reduziu a pressão arterial

Como a berberina faz o trabalho

– Ativa uma enzima (a proteinokinase ativada – AMP ou AMPK) que ajuda a regular a absorção de glicose e oxidação (queima) de gorduras, gerando regulação da insulina e indiretamente da glicemia

– Ativa a síntese do transportador de glicose 4 (GLUT-4), o transportador de glicose regulado pela insulina. Ele é encontrado na musculatura cardíaca, na gordura e no esqueleto, sendo responsável por transportar a glicose da corrente sanguínea para dentro das células. GLUT-4 só é encontrada nas células musculares e de gordura, os maiores tecidos que respondem à insulina.

– Ativa a expressão (número e atividade) de receptores de insulina, permitindo que a insulina seja mais efetiva.

– Inibe uma enzima (Proteína tirosina fosfatase 1B ou PTP1B) que por sua vez inibe receptores de insulina. Quando os receptores de insulina são inibidos, a insulina passa a funcionar melhor.

– Estimula a produção de incretina, hormônio secretado pelo estômago e intestino que aumenta a quantidade de insulina e inibe o glucagon (hormônio produzido pelo pâncreas que age opostamente à insulina) após a alimentação, disponível assim que a glicose começa a subir. Incretina também reduz a taxa de absorção de nutrientes na corrente sanguínea pela redução da velocidade de esvaziamento gástrico, o que pode indiretamente reduzir a ingesta de alimentos.

– Reduz gordura visceral por inibir depósito de gorduras e melhorar a função não só de insulina, mas de leptina e adiponectina.

– Aumenta a atividade da gordura marrom (clique aqui para saber mais sobre a gordura marrom) que queima mais gordura como combustível energético em vez de depositá-la.

Dosagens de acordo com estudos

A imensa maioria das publicações mostra bons resultados com 01 comprimido de 500 mg, de 2 a 3 vezes por dia, após refeições.

Mas é o seu médico que pode lhe dizer qual é a dosagem adequada no seu caso.

Efeitos adversos

No caso de se estar usando outra medicação para pré-diabetes ou diabéticos, deve-se ter bastante cuidado para evitar o perigo da hipoglicemia.

Gestantes e gravidas não devem tomar berberina.

Converse com seu médico sobre agregar essa opção natural no seu tratamento.

Supersaúde!

Referências bibliográficas:

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