Glicemia Saudável Sem Medicação

A ANVISA aprovou um novo medicamento para diabetes em agosto de 2018, que chegou ao mercado brasileiro em 2019. A empresa farmacêutica Novo Nordisk, que produziu essa pílula de insulina, a considera o “santo graal” do tratamento do diabetes.

Trata-se de um análogo do hormônio GLP-1, a Semaglutida (nome genérico do medicamento), que retarda a digestão e impede o fígado de produzir muito açúcar. Isso ajudará o pâncreas a produzir mais insulina.

Neste pouco tempo no mercado, já há grupos fechados nas redes sociais, incentivando o uso da droga para controlar a glicemia, sem qualquer orientação médica. Até o fabricante do medicamento e o FDA reconhecem seus perigos e admitem que “não é recomendado como a primeira escolha para o tratamento do diabetes”, pois traz sérios riscos associados, como indução de tumores e câncer de tireoide.

No rótulo também constam outros efeitos colaterais como:

  • vômitos e diarreia
  • dores de cabeça e sonolência
  • inflamação do pâncreas                                         
  • perda de visão                                                         
  • hipoglicemia                                              
  • lesões nos rins
  • taquicardia
  • confusão, alterações de humor e ansiedade

É contraindicado para:

  • gestantes e mulheres que amamentam,
  • pacientes com problemas hepáticos ou pancreáticos
  • pacientes com algum tipo de câncer

Histórico

O problema é que muitos estão usando de forma indevida, com objetivo de emagrecimento. Não é a primeira vez que isso acontece. Em 2007, um estudo publicado no New England Journal of Medicine vinculou a medicação Avandia (Rosiglitazona) a um risco 43% maior de ataque cardíaco e 64% maior de morte cardiovascular, em comparação com pacientes tratados com outros métodos!

Mais de 80.000 diabéticos sofreram derrames, insuficiência cardíaca ou outras complicações, incluindo ataques cardíacos letais por esta droga perigosa. Em 2011 foi a vez da Victoza (Liraglutida) que gerou muito interesse também para perda de peso. Porém, em estudos em ratos fez subir o risco de câncer de tireoide e pâncreas. Esse alerta vale também para os humanos.

Receita do desastre

Infelizmente, as pessoas não entendem que a culpa do seu ganho de peso não é dos seus genes nem consequência da diabetes. O grande problema é a mudança da forma como nos alimentamos há muito tempo, quando deixamos de comer como os nossos ancestrais, à base da caça, em troca da agricultura. Hoje, 20% da alimentação do mundo é à base de trigo, e nos países desenvolvidos chega perto dos 80%, o que significa excesso de alimentos refinados, industrializados, além de outros grãos, açúcar e frutose.

Em termos de açúcar, ela é em média 15% do total de calorias diárias consumidas. Isso representa, em média, 20 colheres de chá por dia, enquanto no passado, em 1812, se ingeria cerca de 9 gramas ou pouco mais de 2 colheres de chá de açúcar por dia. Além disso, temos associado o alto consumo de frutose à base de milho, que aumentou vertiginosamente após 1950.

Para completar, há um excesso do consumo de óleos vegetais poli-insaturados e gorduras trans. Em 1961 se consumia 9 g / pessoa / dia de óleos vegetais poli-insaturados. No ano 2000 o número já havia subido para 40 g / pessoa / dia. Essa é a base de todo o desastre metabólico, incluindo a obesidade, pré-diabetes e diabetes, sem falar de doença cardiovascular, Alzheimer e muito mais.

É importante compreender que essas condições de saúde tem um período de incubação longo, não acontecendo de um dia para o outro. Uma criança que nasce hoje acaba consumindo essa alimentação por 40 a 50 anos, e só então aparecem os problemas…

Apesar de todo esse alerta, vejo muitas pessoas continuarem a insistir nessas medicações, acompanhadas ou não por médicos. Essa promessa de êxito e cheia de riscos só vai ser esquecida quando elas realmente entenderem a causa dessa doença, o que vai permitir um tratamento mais seguro e eficaz. Para entender um pouco melhor sobre o assunto, sugiro a leitura do meu livro Diabetes Zero. Informe-se para garantir uma vida longa com Supersaúde!

Referências bibliográficas:

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