Exame de Sangue para Detectar Alzheimer pode Finalmente Estar por Vir

Até agora, o diagnóstico da doença de Alzheimer é o chamado diagnóstico clínico. Isso significa dizer que não existe um exame específico para dizer se alguém tem ou não a doença.

Ela é determinada após uma avaliação do médico, que observa os sintomas e outros exames auxiliares para definir a presença do problema. Caso se conclua que os sintomas relatados não têm outra explicação, tem-se o diagnóstico.

O problema disso, na verdade, não é o diagnóstico em si, mas a sua demora. Afinal, só é possível fazê-lo após o início dos sintomas. Mas aí já será tarde, e tudo o que se pode fazer é tentar reduzir o avanço do Alzheimer com ele já acontecendo.

A grande esperança da ciência é que se consiga algum exame que possa identificá-lo mais cedo. Dessa forma, o indivíduo tem mais tempo para mudar seus hábitos e retardar os sintomas.

Antes de continuar, é bom deixar claro: seria melhor que você adotasse costumes saudáveis de qualquer forma. Atividade física, boa dieta e evitar hábitos nocivos deveria ser o objetivo de todos. Só assim já se preveniria não só o Alzheimer, mas muitas outras doenças do mundo moderno.

Dito isso, ainda podemos considerar importante o desenvolvimento de um exame assertivo. E segundo uma pesquisa desenvolvida pela Universidade de Lund, na Suécia, parece que estamos um pouco mais próximos dessa descoberta.

Exame de sangue para detecção do Alzheimer

Como se sabe hoje, o Alzheimer é caracterizado pelo acúmulo de proteínas Tau e amiloides no cérebro. Conforme esses “emaranhados” de proteínas vão aumentando, os sintomas da doença avançam, reduzindo as capacidades do doente.

O que os pesquisadores suecos estão desenvolvendo é um exame de sangue que identifica a presença dessa proteína anos antes dos sintomas se revelarem. O exame de sangue p-tau217, como é chamado, mostrou resultados promissores recentemente.

Mas isso levou tempo. Cerca de 1400 pessoas de várias partes do mundo forneceram amostras de sangue que foram analisadas pelo exame. Depois de sua morte, os pesquisadores avaliaram os cérebros dos voluntários para determinar se eles tinham a proteína – e se o teste tinha acertado a previsão. Concluiu-se que:

  • Nos voluntários dos Estados Unidos, o exame teve 89% de acerto;
  • Nos voluntários suecos, o exame discriminou pessoas com diagnóstico clínico de Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas com 96% de precisão;
  • Nos participantes colombianos, o exame acertou em quais casos haveria doença de Alzheimer em um período médio de 20 anos antes dos sintomas leves começarem.

Ótimo, mas e agora?

Bom, parece que os resultados são realmente excelentes. Mas você deve estar se perguntando: onde fazer esse exame? Pois é, embora as notícias sejam boas até aqui, a parte ruim é que ele ainda não está disponível. Embora os pesquisadores estejam otimistas, ainda vai levar algum tempo e novos testes para que ele seja seguro, eficaz e amplamente disponível.

Mas não se desespere. Como falei antes, reforço agora: se você mudar seus hábitos, não precisará se preocupar. Algumas medidas simples vão turbinar a sua saúde e prevenir essa e outras doenças.

Do que já se sabe até agora sobre o Alzheimer, podemos tirar conclusões e dicas para prevenção, como:

  1. Fazer uma dieta keto, passando a metabolizar em cima de gorduras e não de carboidratos, como é o normal na alimentação moderna;
  2. Evitar os açúcares, para aumentar sua sensibilidade à insulina;
  3. Priorizar alimentos antioxidantes, que previnem processos oxidativos e inflamatórios;
  4. Tomar sol e, se necessário, suplementar a vitamina D;
  5. Equilibrar a ecologia intestinal, com suplementos probióticos e alimentos fermentados ricos em bactérias boas;
  6. Fazer uma desintoxicação de metais pesados;
  7. Dormir bem, de 7 a 8 horas por noite;
  8. Praticar atividades de estímulo mental, como aprender um novo idioma, montar quebra-cabeças ou fazer palavras-cruzadas.

Em outro post eu explico com mais detalhes sobre cada um desses itens. Clique aqui para ler. E previna-se! Adotando essas medidas você reduz consideravelmente seu risco de Alzheimer. Supersaúde!

Referências bibliográficas:

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