Endorfina: 4 Pontos Fundamentais de Atuação no seu Organismo

Você já deve ter ouvido falar, nem que seja superficialmente, sobre a endorfina. Trata-se de produtos químicos que o nosso corpo produz naturalmente, com objetivo de atuar na nossa química cerebral.

A liberação de endorfinas está relacionada a vários fatores importantes. Ela tem influência no nosso foco mental, na sensação de bem-estar e até na redução de dores.

Não é por acaso que sentimos prazer depois de praticar atividades físicas. Até mesmo as pessoas que não gostam de exercícios sentem isso após fazê-los. O que ocorre é que a hipófise, uma glândula presente no cérebro, a libera depois que nos exercitamos.

O mesmo acontece em resposta a dor ou estresse. Assim como a dopamina e a serotonina, outros hormônios que também atuam na comunicação dos neurônios e do sistema nervoso, a endorfina atua para amenizar essas situações. Vamos entender um pouco mais esses processos…

Endorfina, o cérebro e relacionamentos

Tratando-se de um hormônio que atua diretamente no cérebro, é esperado que a endorfina o ajude a ficar mais atento e afiado. Junto com a dopamina, é ela quem nos impulsiona na inspiração e motivação para desenvolvermos nossa criatividade.

No seu dia a dia de trabalho, seja qual for o seu emprego, você vai precisar disso. Manter-se focado e criar é fundamental, não só na vida profissional, mas também na vida familiar e nos relacionamentos interpessoais.

Além disso, junto com a ocitocina, ela atua ajudando na promoção da conexão com as outras pessoas. É importante que nos lembremos que a ocitocina é também conhecida como “hormônio do amor”. Ela é liberada nos momentos onde a emoção está mais aflorada.

Pode ser quando nos beijamos, fazemos sexo, na hora do parto e até mesmo quando estamos apenas de pessoas queridas. Todas essas boas sensações são responsáveis por nos manter o senso de unidade com a família e os amigos.

Os seres humanos são uma espécie social, é assim que evoluímos por milênios. Em outras palavras, precisamos dessas relações para ficarmos bem e com saúde, e os hormônios como dopamina, endorfina e ocitocina são fundamentais.

Inclusive, já se concluiu que a ocitocina tem efeitos na regeneração de funções cardíacas. Não é à toa que relacionamos nosso coração aos sentimentos!

Alívio de estresse, depressão e ansiedade

Essas melhoras no humor, causadas pelos hormônios naturais, também lhe ajudarão em casos de estresse, ansiedade e depressão. Lembre-se que os medicamentos voltados para esse tipo de tratamento atuam justamente alterando a química cerebral, para que a serotonina, por exemplo, circule melhor pela sua corrente sanguínea.

O problema é que, como todo medicamento, eles trazem efeitos colaterais, já que atuam de forma artificial. É claro: em alguns momentos de crise e sob estrita orientação médica, os remédios podem ser necessários.

Mas é altamente indicado que você mude seus hábitos para que os hormônios que melhoram o humor e combatem ansiedade e depressão atuem naturalmente no seu organismo.

É por isso que os mesmos médicos que receitam esse tipo de droga sempre orientam seus pacientes a praticar atividade física, ocupar a mente com hobbies prazerosos, se alimentar e dormir de forma saudável.

E mais… A endorfina, junto com a serotonina, atua na regulação do seu ritmo circadiano, que faz seu organismo reconhecer a diferença entre o dia – quando deve se manter acordado – e a noite, quando deve dormir.

Assim, estimulando esses hormônios você ganha também em qualidade do sono, o que melhora a saúde de forma geral. É uma espécie de ciclo vicioso saudável e do bem.

Endorfina e combate aos vícios

Reflita comigo: o que são os vícios e quando as pessoas ficam sujeitas a eles? Muitas vezes, isso está relacionado à busca de conforto e recompensa, que acaba levando a hábitos pouco saudáveis – seja o uso de cigarro, álcool, alimentação exagerada e até mesmo o uso compulsivo de redes sociais.

Os hábitos saudáveis, como os exercícios físicos e certos hobbies, ao estimularem a liberação de endorfinas, podem ajudar na redução dessa busca por fontes menos saudáveis de prazer.

Redução de dores e proteção do coração

Você provavelmente já ouviu falar da morfina, uma substância química desenvolvida no início do século XIX para combater dores severas. Já no século XX, os cientistas descobriram que nosso cérebro também produzia um hormônio que atuava atenuando as dores…

Como se se tratava evidentemente de algo que é secretado de forma interna no corpo (endo), eles batizaram a substância de endorfina. Certos tipos de endorfinas se ligam aos nossos neurônios para diminuir nossa percepção da dor.

Portanto, é importante termos conhecimento de como nosso corpo atua. O caso da endorfina e de outros hormônios que conhecemos hoje mostra como podemos usar a informação na busca de corpo e mente mais saudáveis – e de forma totalmente natural. Supersaúde!

Referências bibliográficas:

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