Como Conversar com as Crianças sobre o Novo Coronavírus

O novo coronavírus e o isolamento social trouxe não só a preocupação com a saúde física, mas também mental. As mudanças de rotina e o aumento do tempo sem sair de casa tem deixado muitas pessoas preocupadas, ansiosas e até estressadas. Com as crianças não é diferente…

Muitas vezes sem aulas ou tendo apenas aulas online, sua rotina também mudou, exigindo ainda mais esforço dos pais. Segundo especialistas, esse cuidado não deve ser apenas com suas necessidades comuns do dia a dia. Conversar sobre o que está acontecendo também é fundamental para uma boa saúde mental dos pequenos.

Os pesquisadores atentam que o momento atual pode inclusive levar ao desenvolvimento do transtorno de estresse pós-traumático. Trata-se de uma condição que se desenvolve, como o próprio nome já diz, após algum evento que cause trauma intenso em uma pessoa.

Por exemplo, é comum naqueles que passaram por desastres naturais, presenciaram crimes ou sofreram algum tipo de abuso. Inclusive ocorre muito em soldados que voltam da guerra ou de missões perigosas.

Devemos levar em conta que mudanças bruscas de hábitos e isolamento, como temos visto acontecer agora devido à COVID-19, podem também levar ao transtorno. Nesse momento, precisamos pensar principalmente nas crianças, que nem sempre conseguem entender bem o que está acontecendo.

Falando sobre COVID-19 com crianças

Em um editorial publicado recentemente no periódico The Open Pediatric Medicine Journal, o neuropsiquiatria infantil italiano Michele Roccella alerta sobre os cuidados necessários dos pais e responsáveis com relação à questão. As orientações são simples, mas podem fazer a diferença:

  1. Os pais devem ser sinceros, explicando que as restrições são necessárias para se evitar o contágio com o vírus até um medicamento ou doença sejam desenvolvidos;
  2. É importante ainda tranquilizar as crianças, para que ela se sinta protegida e saiba que é algo temporário;
  3. É necessário também estruturar uma rotina. Mesmo sem aulas, criar horários para se fazer diferentes atividades pode ajudar a manter o ritmo e afastar problemas como estresse e ansiedade.

Agindo dessa forma, a possibilidade do período gerar algum tipo de trauma nas crianças diminui consideravelmente. E, é claro, o mesmo vale para os adultos. É sempre bom organizar minimamente o dia a dia para manter ocupações úteis e evitar prejuízos à saúde mental. 

Outros cuidados para tempos estressantes

Nesse momento, em que muitas pessoas estão afastadas de alguns familiares, sejam eles crianças ou adultos, é importante manter contato. Outra pesquisa recente, feita por uma universidade dos Estados Unidos, avaliou as melhores formas de se confortar alguém – mesmo à distância.

Os pesquisadores concluíram que as mensagens mais reconfortantes são aquelas que expressam compreensão. Resumindo: para consolar aquela pessoa que anda estressada e até mesmo com medo, o melhor é dizer que entende seus sentimentos e motivos. Apoiada dessa forma, ela se sentirá mais segura para tentar mudar seus sentimentos.

Por outro lado, uma atitude negativa, dizendo apenas: “esqueça disso”, “deixe isso de lado” ou “você está se preocupando demais” pode até piorar a situação. Isso pode gerar ainda mais preocupação, ansiedade e até raiva. Lembre-se que uma simples conversa pode fazer a diferença na saúde mental de alguém, principalmente em tempos de crise.

Então, fica a dica. Além de seguir as orientações para proteção contra o novo coronavírus, vamos nos atentar à nossa saúde mental. Tudo em nosso organismo está interligado. A velha frase “mente sã, corpo são” deve sempre ser lembrada se quisermos nos manter bem. Cuide-se e ajude seus amigos e familiares a também conquistarem uma Supersaúde!

Referências bibliográficas:

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