Como a Atividade Física Comum do Dia a Dia deixa Você Mais Feliz

Emagrecimento, ganho de massa muscular, fôlego, energia…

São algumas das palavras que pensamos quando se fala nos objetivos da prática de atividade física.

Porém nos esquecemos dos benefícios psicológicos. Não é nenhum segredo para a ciência que os exercícios também promovem a sensação de bem estar.

Eles são indicados até mesmo para pessoas com algum tipo de transtorno, como a ansiedade e a depressão, por ajudarem na regulação do humor e de várias substâncias em nível neurológico…

Mas e aquelas atividades que não são vistas objetivamente como exercícios, mas que fazemos mecanicamente?

Subir e descer escadas, andar pelas ruas para pegar o ônibus, fazer compras no supermercado e depois carregar as sacolas…

Será que os benefícios psicológicos valem para elas também? É hora de descobrir!

Atividades físicas comuns: a fórmula da felicidade?

Até o momento, pouco se sabia sobre a influência dessas atividades físicas de rotina na melhora do bem estar.

Então, um grupo de pesquisadores de uma universidade alemã resolveu avaliar alguns voluntários para descobrir quais áreas do cérebro eram afetadas por esses exercícios comuns.

Eles descobriram que uma região específica do córtex cerebral, chamada córtex cingulado subgenual, fazia a ligação entre as atividades cotidianas e o bem-estar.

Curiosamente, essa é a mesma área que regula emoções e a resistência aos transtornos psiquiátricos.

A boa notícia é que a pesquisa demonstrou que indivíduos que têm menos massa cinzenta nessa região – e que apresentam maior risco desse tipo de transtorno – se beneficiaram das atividades comuns, sentindo-se energizadas e animadas.

Os resultados foram os mesmos para pessoas com maior volume cerebral na região, o que indica que sim, se mexer mais deixa você mais feliz!

Movimente-se e seja feliz!

Os pesquisadores comentam algo que deve ser levado em consideração neste momento de pandemia…

As pessoas passaram a se movimentar menos, ficando mais em casa, o que fez com que muitas deixasse de fazer várias dessas atividades físicas rotineiras.

Sem notar, muitos ficaram mais sedentários, e o impacto emocional pode ser grande – principalmente em tempos tão incertos e preocupantes!

Então, seja durante o isolamento social ou quando isso tudo acabar, adote pequenas mudanças que fazem a diferença, como:

1 – Vá de escada

Sabe aquele elevador que você sempre usa, todo dia? Que tal trocar pela escada? Só isso já é um exercício promotor de saúde física e mental!

2 – Levante-se um pouco

Trabalha sentado por muito tempo? Lembre-se de se levantar com alguma frequência. Alongue-se, caminhe um pouco, nem que seja para beber um copo de água.

Evite ficar longos períodos imóvel! Uma pesquisa feita pelo Centro Médico da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, concluiu que ficar meia hora a menos sentado durante o seu dia reduz o risco de morte em 35%!

3 – Ande mais a pé

Aproveite sempre que tiver oportunidade de caminhar um pouco no seu dia a dia.

É incrível como às vezes deixamos de fazer pequenos percursos a pé, por uma comodidade que no fim faz mais mal do que bem.

4 – Faça outras atividades físicas

É claro que também preciso indicar que você não fique só no básico. Procure alguma atividade física mais intensa, algo que goste e seja prazeroso.

Então, movimente-se. Eis um caminho para a felicidade e uma Supersaúde!

Referências bibliográficas:

  • Markus Reichert, Urs Braun, Gabriela Gan, Iris Reinhard, Marco Giurgiu, Ren Ma, Zhenxiang Zang, Oliver Hennig, Elena D. Koch, Lena Wieland, Janina Schweiger, Dragos Inta, Andreas Hoell, Ceren Akdeniz, Alexander Zipf, Ulrich W. Ebner-Priemer, Heike Tost, Andreas Meyer-Lindenberg. A neural mechanism for affective well-being: Subgenual cingulate cortex mediates real-life effects of nonexercise activity on energy. Science Advances, 2020; 6 (45): eaaz8934 DOI: 10.1126/sciadv.aaz8934.
  • Fique 30 Minutos a Menos Sentado e Viva Maiswww.DrRondo.com
  • Karlsruher Institut für Technologie (KIT). “Everyday activities enhance personal well-being.” ScienceDaily. ScienceDaily, 25 November 2020.

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