Cirurgia Metabólica para Diabetes?

Com a dificuldade dos pacientes de se conscientizarem das suas condições de saúde e consequências em relação ao diabetes, muitos têm optado por um atalho para atingirem seus objetivos.

Agindo dessa forma, no primeiro momento até parece que encontraram a solução. Mas este é um dos piores conselhos que se pode ouvir.

Inicialmente haverá uma grande animação com melhoras laboratoriais e físicas, mas numa segunda fase começam a aparecer os riscos.

Ao longo prazo, os pacientes que realizaram esse procedimento começam a conhecer suas consequências e complicações, como por exemplo hipoglicemia, úlceras, obstrução intestinal, hérnias e desnutrição.

Isso só mostra que não estão tratando o diabetes com eficácia, porque não entendem a verdadeira causa da doença. 

Você que me acompanha nos meus artigos ou no meu programa Diabetes Zero, sabe que essa epidemia é causada diretamente pelo nosso erro alimentar a base de produtos refinados, industrializados e pela falta de atividade física.

Portanto, essa cirurgia para perda de peso não é a solução, e entendo que a deve ser sempre sua opção de último recurso. 

A solução mais saudável

Nosso corpo humano não foi projetado para ingerir tantos carboidratos como fazemos hoje.

Quando se ingere carboidratos, o pâncreas libera insulina para reduzir o açúcar que fica elevado no sangue, como consequência da ingesta desses carboidratos. 

A insulina promove o envio do açúcar para as células, com o objetivo de obter energia. 

Fazendo isso com frequência e por muito tempo, seu corpo se torna resistente à insulina. Assim, chega o momento em que seu pâncreas não consegue mais produzir a insulina necessária para vencer essa resistência celular que se instala.

Consequentemente, as células não recebem energia e o açúcar se acumula na corrente sanguínea.

O resultado? Doenças crônicas como diabetes.

Para corrigir isso, seguindo o meu programa Diabetes Zero, meus pacientes equilibraram o açúcar no sangue usando uma abordagem totalmente natural que envolve comer proporções adequadas de macro nutrientes, que garantem uma recuperação da função pancreática e sensibilidade à insulina.

Cada dia mais reconhecida

Toda essa abordagem tem amplo embasamento científico e agora, cada vez mais, os pesquisadores estão percebendo essa conexão.

Uma nova meta-análise de 23 estudos randomizados, envolvendo mais de 1.300 diabéticos tipo 2, publicada no British Medical Journal, concluiu que eliminar ou reduzir ao máximo os carboidratos é a forma mais saudável e segura para reduzir a glicemia.       

Quanto mais se seguiu essa dieta, maiores foram as taxas de remissão do problema, mesmo comparando-se aos que fizeram cirurgia bariátrica para perda de peso (cirurgia metabólica).

Dicas alimentares para acabar com o diabetes

1. Ingerir diariamente gorduras boas em abundancia (70 a 85% das calorias), proteínas com moderação (15 a 20% de calorias), carboidratos (0 a 10% de calorias). Além disso, vegetais que nascem para cima do solo em abundância. 

Proteínas:

  • Carne, laticínios e ovos de animais criados à pasto
  • Peixes de águas profundas

Carboidratos:

Além dos mais comuns e óbvios como pão, massa, açúcar e alimentos refinados, evite também ao máximo os carboidratos ocultos como: 

  • Vegetais que nascem para baixo do solo como: batata, batata doce, inhame, nabo.
  • Grãos: milho, soja, feijão e arroz.
  • Frutas: pelo alto grau de frutose.

Pode-se fazer através da dieta keto ou jejum prolongado cíclico

No caso da dieta keto, é respeitar as orientações acima. 

No jejum prolongado cíclico, deve-se alimentar em uma janela de 8 horas e manter o jejum por 16 horas.

Exercício Supra Aeróbico ou HIIT

Trata-se do exercício supra-aeróbico, que explico detalhadamente no meu livro 20 Minutos e Emagreça. Basicamente, você pode fazer durante 20 minutos, 3 vezes por semana, da seguinte forma:

Durante 3 minutos, você faz o aquecimento, caminhando, e então na sequência aumenta sua intensidade até ficar ofegante por 30 segundos.

Volte a caminhar por 90 segundos e repita o aumento de intensidade, repetindo essa estratégia 8 vezes…

Após isso, é o período de recuperação por cerca de 2 minutos e pronto, o treino acabou. 

Esse esforço, conforme você vai se condicionando, pode e deve ser mais intenso, e quanto mais desafiador for o período de alta intensidade, melhor.

Você pode se exercitar usando uma máquina elíptica, esteira, bicicleta ou nadando. 

Quem já pratica uma atividade aeróbica ou exercício resistido, como musculação, ou ainda alongamento, pilates ou ioga, não precisa trocá-lo pelo supra-aeróbico. Não são excludentes.

Supersaúde!

Referências bibliográficas:

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