Saúde

Estas são as Causas Reais da Doença Cardiovascular

A doença cardiovascular, em especial a doença arterial coronariana, é um problema crônico de saúde em todo o mundo.

E os conceitos baseados nos novos estudos mostram algo bem diferente do que temos recebido como informação.

Isso deve mudar radicalmente a forma clássica de tratamento.

Ou seja, a manifestação clássica de obstrução de uma artéria coronariana não é uma doença focal localizada, mas sim um sintoma de “uma doença sistêmica difusa”, causada principalmente por má alimentação, inatividade, resistência à insulina e estresse.

Esta é uma visão que realmente foge dos conceitos de doença cardiovascular…

Normalmente quando se tem uma artéria bloqueada, esse é o problema e deve ser realizado um procedimento para desbloqueá-la.

Agora, dizer que essa situação é uma doença sistêmica muda tudo, pois deixa de ser uma doença arterial obstruída. Uma artéria obstruída pode ou não ser um sintoma significativo dessa doença.

Segundo o Dr. Giorgio Baroldi, autor do livro “A etiopatogenia da doença coronariana”, o maior estudo feito sobre a incidência de ataque cardíaco, apenas 41% das pessoas que sofrem um ataque cardíaco têm uma artéria obstruída. Destes, 50% dos bloqueios ocorreram após o ataque cardíaco. Isso significa que pelo menos 80% dos ataques cardíacos não estão associados a artérias bloqueadas.

Então, qual é a causa de um ataque cardíaco?

Nesse entendimento, as principais causas de ataques cardíacos são:

  • Desequilíbrio do sistema nervoso autônomo
  • Insuficiência de microcirculação
  • Acúmulo de ácido lático

Desequilíbrio do Sistema Nervoso Autônomo

Segundo o Dr. Thomas Cowan, autor do livro “Human Heart, Cosmic Heart”,

“É obviamente complexo, e há uma série de manifestações, mas as três coisas mais importantes que eu indico no meu livro é, No. 1… pelo menos 90% das pessoas que têm um ataque cardíaco têm um desequilíbrio no sistema nervoso autônomo. Especificamente, eles têm o sistema nervoso parassimpático suprimido, que é causado por vários motivos, incluindo estresse crônico, sono insatisfatório, pressão alta, diabetes, ou seja, um tipo de dieta com alto teor de açúcar e baixo teor de gordura e tabagismo.

Os cardiologistas convencionais certamente estão cientes do papel do sistema nervoso autônomo, e é por isso que os cuidados cardiológicos padrão incluem betabloqueadores, que bloqueiam o sistema nervoso simpático, mas, novamente, a pesquisa atual sobre isso não mostra atividade simpática crônica alta. Mostra baixa atividade parassimpática crônica. Eu admitiria que eles são parecidos, mas eles não são os mesmos.

O que é perigoso para a saúde das pessoas é estresse crônico, privação de sono crônica, dieta rica em carboidratos, baixa função mitocondrial. Então, em face de um estressor Simpático, você tem um ataque cardíaco. Não é o mesmo dizer que é uma hiperatividade Simpática, e é por isso que acho que poderíamos fazer muito melhor do que bloquear o sistema nervoso simpático.”

Insuficiência de microcirculação

A falta de microcirculação (colaterais) no coração é a segunda razão para ataques cardíacos, segundo o Dr. Thomas Cowan.

O fluxo sanguíneo não é restrito a apenas duas, três ou quatro artérias coronarianas, mas sim a uma infinidade de pequenos vasos sanguíneos, capilares, irrigando o seu coração, e se uma ou mais de suas artérias principais ficarem bloqueadas, seu corpo automaticamente criará circulação colateral através de vasos sanguíneos neo formados para compensar o fluxo reduzido.

E ainda, de acordo com Dr. Thomas Cowan, seu corpo é “perfeitamente capaz de levar o sangue para qualquer área do coração que ele precisa, e enquanto sua rede capilar estiver intacta, você estará protegido contra um ataque cardíaco”.

Os fatores que causam baixo tônus ​​simpático também levam à perda da microcirculação. Alguns desses fatores são:

  • Tabagismo, que tem um efeito corrosivo na microcirculação e no seu coração.
  • Uma dieta rica em açúcar e baixo teor de gordura, pré-diabetes e diabetes.
  • Inflamação crônica.
  • O sedentarismo, que compromete a microcirculação.

“Sabemos que a diabetes manifesta na verdade corrói e destrói sua microcirculação, sua rede capilar”, diz Dr. Thomas Cowan.

“Essa é uma razão predominante. Temos milhões de pessoas vivendo de dietas ricas em carboidratos, dietas com baixo teor de gordura, que têm um efeito inflamatório em sua microcirculação. Há outras razões também, mas essas são provavelmente as grandes”.

“Novamente, a cardiologia convencional está ciente deste problema. É por isso que eles usam Plavix e aspirina, para manter a microcirculação intacta”, observa Dr. Thomas Cowan.

Acúmulo de ácido lático por disfunção mitocondrial

Outro ponto importante é a sua mitocôndria, que se estiver funcionando inadequadamente, vai promover um acúmulo de ácido láctico que vai promover câimbras e dor, restringindo o fluxo sanguíneo e tornando o tecido mais tóxico. Quando esses sintomas ocorrem em seu coração, é chamada de angina pectoris.

Ë diferente de uma câimbra em uma perna, aonde você pode parar de se movimentar, permitindo que o ácido láctico seja drenado. Porém, no caso do seu coração, ele não pode parar, então a fermentação glicolítica continua, e o ácido láctico só aumenta, podendo eventualmente interferir na capacidade do cálcio de penetrar no músculo.

Como consequência, o músculo cardíaco se torna incapaz de se contrair.

“Você vê um músculo discinético ou acinético, o que significa que ele não se move, porque o cálcio não entra nas células porque o tecido se tornou muito ácido”, explica Dr. Thomas Cowan. “Eventualmente, a acidose continua, e isso se torna a causa da necrose do tecido, que é o que chamamos de ataque cardíaco…

Essa parte do coração que não está se movendo, cria pressão na artéria presente nessa parte do coração, formando coágulos. Isso explica por que você começa a formar coágulos após o ataque cardíaco e não antes.

Este acúmulo de ácido láctico promove a angina, podendo evoluir para necrose.”

Portanto, as trêsprincipais causas de ataques cardíacos são: o sistema nervoso autônomo, a microcirculação e o acúmulo de ácido lático.

Colesterol alto não causa ataques cardíacos

Muitos cardiologistas provavelmente diriam que o colesterol alto seria um problema, mas as evidências não apoiam essa posição.

O Dr. Thomas Cowan diz:

“Na verdade, pesquisei quatro artigos, um no JAMA, três no The Lancet, mostrando que a expectativa de vida tende a aumentar à medida que o colesterol aumenta e que não há relação entre colesterol alto e morte”

Ou seja, a “doença sistêmica difusa” por trás das artérias obstruídas NÃO é colesterol alto.

Estratégias de prevenção

Veja as sugestões doDr. Thomas Cowan:

  • Dieta baseada em alimentos com baixo teor de carboidratos e rica em gorduras saudáveis, como a dieta cetogênica. Consuma suco de beterraba, pois melhora a produção de óxido nítrico, colaborando na normalização da pressão arterial e vasodilatação.
  • Exercícios intervalados de alta intensidade em dias alternados. Além disso, movimente-se bastante durante o dia.
  • Jejum prolongado. Faça programas de curtos períodos até alcançar cerca de 16 h. Isso pode ser semanal.
  • No caso de doença cardíaca, uma opção de tratamento eficaz e não invasiva é a contrapulsação externa aprimorada (EECP), funciona como uma forma passiva de exercício.
  • Consuma o fitoterápico Strofanthus, cujo ingrediente ativo é chamado g-estrofantina. Tem ação adrenal no estímulo da geração de mais neurotransmissores do sistema nervoso parassimpático e colabora na eliminação do ácido láctico.
  • Andar descalço na terra ou no gramado.
  • Banhos de sol para melhorar os seus níveis de vitamina D ou tomar um suplemento oral de vitamina D3 com vitamina K2.
  • Práticas de bem-estar e relaxamento, como conectar-se com os entes queridos e praticar a gratidão.
  • Dormir número de horas suficientes por dia.

Este conteúdo é muito novo, portanto sem reconhecimento ainda no Brasil. Se você quer evitar a doença cardiovascular, considere pensar nisso. Converse com seu médico!

Referências bibliográficas:

 

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Médico, Cirurgião Vascular especializado em medicina preventiva e alta performance. Possui vários artigos publicados em revistas médicas, além de 8 livros com temas relacionados à nutrição, medicina preventiva e esportiva. (CRM 47078)

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