Carne vermelha: Clareza Mental e Longevidade

É impressionante como alguns tentam, a todo custo, mostrar que a carne vermelha é um mal que você deveria evitar. 

Pesquisadores da Universidade de Leeds queriam saber se comer carne vermelha aumentava o risco de desenvolver demência… 

Durante 10 anos eles rastrearam 493.888 participantes inscritos no projeto UK Biobank, aonde coletaram dados sobre os hábitos de consumo de carne.

No final da pesquisa, havia 2.896 dos participantes com demência.

E se chegou a uma descoberta importante, que a mim não causou surpresa: 

Comer 50 gramas de carne vermelha não processada por dia reduz o risco de contrair Alzheimer ou outro tipo de demência em cerca de 20%.        

Mais uma vez os pesquisadores “descobriram” que comer carne vermelha não processada reduz o risco de desenvolver demência. 

E aproveitando, outro estudo recente sobre carne vermelha e doenças cardíacas, com 135.000 participantes, mostrou que não há risco adicional com o seu consumo.

Isso tudo venho falando e alertando aos meus pacientes há mais de 15 anos, e por mais que se tente denegrir a carne vermelha, não se consegue esse objetivo. Mas continuam procurando…

Agora quero fazer um alerta a você: todos esses benefícios se referem a carne de animal criado à pasto, por ser a única que conserva todas as suas características e propriedades de saúde.       

E é graças a ela que evoluímos para termos o cérebro tão desenvolvido que caracteriza o ser humano como somos hoje.

Onde está a carne de animal a pasto?

No Brasil, o que garante isso é o fato de 94% do nosso gado ter a permissão para pastar em gramíneas saudáveis ​​continuamente.

Os 6% restantes passam meses ou anos em confinamentos apertados, esperando para chegarem no peso de abate e sendo alimentados com grãos, silagem e resíduos alimentares.

Como vocês, meus leitores regulares já sabem, o que diferencia a carne vermelha de animal a pasto é a riqueza de ácidos graxos ômega-3, CLA, Coenzima Q10 e nutrientes antioxidantes, como betacaroteno e vitamina E.

Além destes nutrientes, na carne vermelha você ainda encontra em abundância o aminoácido L-carnosina, que pode ajudá-lo a viver mais e que você não pode obter de qualquer outra fonte alimentar.

Ele colabora na preservação dos seus telômeros, estruturas que garantem um maior ciclo de vida de suas células, com isso ajudando-o a envelhecer melhor, com mais memória e longevidade.

E esse efeito antienvelhecimento também foi observado em um estudo realizado em Pequim, onde os pesquisadores observaram que células cultivadas com carnosina tinham telômeros mais longos e saudáveis ​​do que as células cultivadas sem. 

Com certeza, a ingestão de carne vermelha de animal a pasto é uma garantia de que você está absorvendo e armazenando esse aminoácido tanto nos músculos como no cérebro. 

Portanto, ingerir carne vermelha de animal a pasto é a melhor maneira de obter a carnosina através da alimentação.

Mas ainda fica aqui o que os médicos recomendam baseado em estudos: para se manter a carnosina em níveis altos por mais tempo, deve-se suplementá-la na dosagem de 500 miligramas 2 vezes ao dia.

E não esqueça, ao preparar a sua carne evite cozinhá-la demais, pois assim você não desnatura seus nutrientes, incluindo a carnosina.

Dê preferência sempre por comer a sua carne vermelha mal passada, garantindo também proteção máxima aos seus telômeros.

Supersaúde!

Referências bibliográficas:

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