Infantil

Bebês que Mamam no Peito são “Menos Estressados”

Hoje há muita informação, e praticamente todos sabem o quanto o aleitamento materno é bom para os bebês. Eu mesmo já comentei várias vezes que nenhuma fórmula comercial é melhor do que esse alimento.

Ele é natural, feito sob medida para as crianças, um superalimento completo com proteínas, gorduras e muitos outros nutrientes fundamentais. Além disso, é claro, a amamentação é importantíssima para os laços humanos entre mães e bebês.

Mesmo que já se saiba muito sobre os benefícios, a ciência ainda está descobrindo novos detalhes dessa maravilha da natureza. E se eu te dissesse que a amamentação pode até alterar – pra melhor – alguns de nossos genes? Pois é! Veja só que coisa fantástica…

Amamentação: bebês menos estressados

Uma pesquisa, liderada por um pediatra e psiquiatra professor da Universidade Brown, nos Estados Unidos, revelou dados surpreendentes. Os pesquisadores compararam bebês que foram amamentados no peito nos primeiros 5 meses de vida com outros que não foram.

Eles analisaram então, interações entre mães e bebês e também a metilação do DNA, que é quando há alterações na atividade dos genes, ainda que não haja mudanças estruturais na sequência genética.

O objetivo era medir alterações do cortisol na saliva das crianças. Como já comentei anteriormente, o cortisol é o hormônio antiestresse. Sua ação está envolvida no aumento de resposta do corpo ao estresse, protegendo-o contra respostas excessivas.

Bom, e o que o estudo descobriu? O contato das mães com bebês na amamentação era realmente capaz de mudar a atividade de um gene. Dessa forma, regulava a liberação do cortisol e consequentemente a resposta do bebê ao estresse.

Segundo o Dr. Barry M. Lester, “A amamentação foi associada com diminuição da metilação do DNA e diminuição da reatividade do cortisol nos bebês. Em outras palavras, houve uma mudança epigenética nos bebês que foram amamentados, resultando em estresse menor do que aqueles que não foram amamentados”.

É fantástico, não é mesmo? Mais uma vez a ciência encontra evidências claras de que a amamentação materna é fundamental, causando mudanças pra melhor. Lembre-se sempre de que ela é o primeiro passo para uma Supersaúde!

Referências bibliográficas:

  • Epigenetic Programming by Maternal Behavior in the Human Infant. Pediatrics. October 2018, VOLUME 142 / ISSUE 4
  • Wilson, James. “Adrenal Fatigue: The 21st Century Stress Syndrome.” Smart Publications, 2002
  • Lancet, February 6, 1999;353:455-458.
  • Comp. Biochem. Thysiol., 1989;94A(4):569-574
  • Internal Medicine World Report, 1992;7(8):13-41.
  • British Journal of Hospital Medicine, 1996;55(9):571-574.
  • Postgraduate Medicine, January 1991;89(1):159-164
  • Annals of Medicine, 1994;26:1-3.
  • https://www.drrondo.com/agua-fluoretada-ameaca-fatal-mamadeira/
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