Bebês que Crescem em Lares Bilíngues têm a Mente mais Afiada

Em um mundo globalizado, falar uma segunda língua – ou até mais que isso – é algo de extrema importância. Mas além do nível pessoa e profissional, saiba que sua saúde também é diretamente afetada por esse tipo de atividade. É algo que ocorre até mesmo com os bebês!

Uma pesquisa feita pela Anglia Ruskin University, no Reino Unido, analisou especificamente bebês que crescem em lares bilíngues. Mais de 100 bebês entre 7 e 9 meses de idade foram avaliados usando uma técnica de rastreamento ocular. O objetivo dos pesquisadores era captar o olhar das crianças enquanto elas desempenhavam diversas tarefas.

Alguns resultados foram interessantes. O estudo descobriu que:

  • Ao observarem duas fotos diferentes, os bebês de lares bilíngues mudavam a atenção de uma imagem para a outra com mais frequência do que os de lares onde se falava só uma língua.
  • Ao observarem imagens que se alternavam em uma tela, as crianças de lares bilíngues redirecionavam sua atenção para a nova foto em uma velocidade 33% maior do que as outras.

Segundo um dos autores da pesquisa, o Dr. Dean D’Souza, isso traz algumas vantagens para as crianças:

“Nossa pesquisa sugere que os bebês em lares bilíngues se adaptam ao seu ambiente mais complexo buscando informações adicionais. Escanear seu ambiente com mais rapidez e frequência pode ajudar as crianças de várias maneiras. Por exemplo, redirecionar a atenção de um brinquedo para a boca do interlocutor pode ajudar as crianças a combinar sons ambíguos da fala com os movimentos da boca”.

Muito além dos bebês: aprender uma segunda língua pode ajudar o seu cérebro

Essa pesquisa realmente mostra o quanto o cérebro é desafiado quando em contato com uma nova língua. E saiba que mesmo um pouco mais crescido você também pode se beneficiar. Estudos anteriores já demonstraram como aprender um segundo idioma pode ajudar em qualquer idade!

Em um deles, se mostrou que pessoas que sabiam uma segunda língua só começaram a ter demência em média 4,5 anos mais tarde do que os que não sabiam. Essa diferença foi mais frequente nos casos de doença de Alzheimer, demência frontotemporal e demência vascular.

Então, fica a dica! Tanto para os bebês quanto para pessoas mais velhas, conviver com outro idioma ou aprender uma nova língua mantém o cérebro mais afiado – além, é claro, de lhe garantir mais oportunidades em outras esferas da vida. O que poderia ser melhor que isso? Aproveite!

Referências bibliográficas:

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