Árvores com Antidepressivos?

Pense bem no local onde você mora.

Você conhece bem os arredores, então, enquanto lê esse texto, lembre-se das árvores próximas da sua casa ou nos caminhos que você faz todos os dias.

Tem muitas árvores? Ou poucas?

Depois do que você vai ler agora, vai vê-las com outros olhos!

Um estudo feito pela Universidade de Leipizig, na Alemanha, buscou analisar o impacto do verde na saúde mental das pessoas.

Até aí nada de demais, afinal, outros estudos já se propuseram a fazer o mesmo (e vou falar deles mais à frente)…

Mas essa pesquisa em questão tem algo inovador, que nos permite visualizar perfeitamente como as árvores nos ajudam – além de garantir oxigênio e tudo o mais que sabemos…

Árvores e depressão

Nessa nova abordagem, os pesquisadores fizeram algo interessante e que talvez poucos tenham pensado antes.

Eles analisaram os dados de quase 10.000 habitantes nos receituários médicos.

Então, enquanto a maioria das pesquisas desse tipo faz entrevistas para saber como se sentem os voluntários, foi feita uma medida bem mais exata:

A quantidade de antidepressivos receitados.

Os dados de receituários médicos que continham antidepressivos prescritos foram cruzados com onde essas pessoas moravam.

E esses locais de moradia foram avaliados com relação às áreas verdes próximos.

Os resultados foram impressionantes e podem ser resumidos da seguinte maneira…

– Pessoas que tinham mais árvores, estando as mesmas a pelo menos 100 metros da residência, tinham menor probabilidade de tomarem antidepressivos!

O que está acontecendo? Será que tem antidepressivo nessas árvores alemãs?

Claro que isso é uma brincadeira. Até porque a pesquisa não encontrou nenhuma relação entre a espécie de árvore e sua influência na saúde mental.

Basta apenas o contato com o verde, conforme comenta a Dra. Diana Bowler, uma das autoras do estudo:

“É importante ressaltar que a maioria das orientações de planejamento para espaços verdes urbanos costumam ser baseadas em visitas propositais para recreação.

Nosso estudo mostra que a natureza cotidiana perto de casa – a biodiversidade que você vê pela janela ou ao caminhar ou dirigir para o trabalho, escola ou compras – é importante para a saúde mental.”

A natureza faz bem para sua saúde

Não é a primeira vez que estudos relacionam a natureza a melhorias na saúde mental.

A novidade, como mencionei antes, está na relação direta entre a existência dessas áreas naturais com a redução do consumo de antidepressivos.

Mas outras pesquisas já mostraram que:

  • Crianças que Crescem perto da Natureza se tornam Adultos com Melhor Saúde Mental;
  • Visualizar com frequência ambientes naturais melhora o humor e o bem-estar;
  • Caminhadas diárias em meio à natureza aumenta a percepção de energia para as tarefas diárias;
  • Certos aromas naturais reduzem o estresse;
  • Até mesmo assistir a programas de TV promove sensação de bem-estar e conexão com a natureza (o que foi mostrado em uma pesquisa feita durante o isolamento social, que impedia as pessoas de saírem).

Não se esqueça que os espaços ao ar livre trazem também outros benefícios, como o ar puro, a prática de atividade física e a produção de vitamina D – quando você toma sol o suficiente.

Procure sempre por esses locais diariamente e verá como essas informações fazem todo o sentido para uma vida melhor.

Um viva às árvores e à natureza. Supersaúde!

Referências bibliográficas:

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