Prevenção

Alerta: 80% das Pessoas em Risco por Automedicação!

É surpreendente a frequência de pacientes que recebo pela primeira vez que tomam um medicamento que não precisam. E pior, há situações que fazem uso de remédios perigosos para doenças que não tem!

No Brasil, 79% das pessoas com mais de 16 anos admitem tomar remédio sem prescrição médica, segundo estudo realizado pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ).

O imediatismo e o maior acesso à internet são os principais motivos para essa alta porcentagem de automedicação.

Os pacientes pulam etapas em vez de passarem no médico e acabam, via internet, fazendo seu autodiagnóstico, sem falar com ninguém.

Sintomas comuns podem mascarar doenças graves

Mesmo sintomas que podem parecer simples podem esconder problemas sérios de saúde.

Para qualquer dor de estômago, se usa um antiácido, mas saiba que poderia ser um infarto, pancreatite, gastrite e até tumor.

Aquela dor muscular corriqueira pode ser até um aneurisma…

E mais, o uso abusivo de alguns medicamentos, como os anti-inflamatórios, pode causar sangramento gástrico ou até lesão renal.

Sintomas frequentes de pessoas que fazem automedicação

  • dor de cabeça
  • febre
  • resfriado e tosse
  • dores musculares
  • dor e cólica abdominal
  • alergias
  • congestão nasal

Medicamentos mais consumidos

  • analgésico
  • anti-inflamatório
  • relaxante muscular
  • antitérmicos
  • descongestionante nasal
  • expectorante
  • antiácido
  • antibiótico

20% dos diagnósticos de hipertensão não são reais

E há situações mais sérias ainda. É quando se toma um remédio perigoso para uma doença que não se tem…

Como exemplo, podemos citar a pressão alta.

Na verdade, mais de 50% das pessoas acima de 50 anos de idade são diagnosticadas com hipertensão, e essa porcentagem de pessoas acometidas tende a aumentar com a idade.

Em um estudo realizado no Centro Hospitalar da Universidade de Montreal, observou-se que mais da metade dos médicos de família ainda está usando braçadeiras manuais obsoletas para medir a pressão arterial, o que muitas vezes leva a erros de diagnóstico.

Isso pode gerar um diagnóstico errado de hipertensão em pelo menos 20% dos pacientes. Eles estão tomando medicamentos para uma doença que não têm!

E se você for diagnosticado com pressão alta, existem quatro tipos diferentes de medicamentos que seu médico pode prescrever:

1) Diuréticos. Eles removem a água da corrente sanguínea, concomitante a eletrólitos essenciais. Podem causar fraqueza, tonturas, cãibras musculares, impotência, artrite gotosa, diarreia, dor nas articulações e muito mais.

2) Bloqueadores dos canais de cálcio. Promovem o relaxamento arterial, reduzindo a pressão e melhorando a circulação. Ao mesmo tempo, diminui a frequência cardíaca. O uso de bloqueadores dos canais de cálcio, segundo os estudos, promove um aumento de 60% do risco de ataque cardíaco em comparação com pessoas que usaram outros remédios para pressão arterial. Outros efeitos colaterais incluem dor de cabeça, rubor, constipação, náusea, colesterol alto, edema e pressão arterial baixa.

3) Os inibidores de canal de cálcio. Supostamente fazem com que a pressão sanguínea caia e a quantidade de sangue bombeada pelo coração aumente.

Essas drogas estão ligadas a reações graves, incluindo fibrilação atrial, insuficiência renal e morte.

4) Betabloqueadores. Ligam-se a receptores no coração e vasos sanguíneos, bloqueando sua resposta à norepinefrina. Com isso, reduzem a pressão sanguínea ao diminuir a velocidade do coração e ao relaxar os vasos sanguíneos. Mas os efeitos colaterais incluem fadiga, tontura, insônia, náusea, depressão e perda da libido. Pior ainda, eles podem aumentar os níveis de triglicérides, diminuir o colesterol HDL e causar palpitações cardíacas.

Tratamentos naturais para pressão

No caso de você suspeitar de ter sido diagnosticada erroneamente com hipertensão, converse com seu médico e acompanhe sua pressão arterial em casa. É importante ter o diagnóstico correto.

Veja abaixo alguns tratamentos naturais. São tratamentos seguros, caso você tenha pressão alta ou não.

Chá de hibisco

O chá do extrato de hibisco tem eficiente ação na redução da pressão arterial, sendo, portanto, um importante aliado na saúde cardiovascular. Em um estudo, pacientes diabéticos com hipertensão leve e que beberam o chá de hibisco tiveram a sua pressão reduzida, enquanto os que bebiam chá preto tiveram sua pressão elevada.

– Carne vermelha

Os pesquisadores avaliaram 11 anos de consumo de proteína, relatado pelos voluntários no Estudo Framingham. Quando esses dados foram comparados com as informações sobre a pressão sanguínea, a maior média de consumo de proteína estava ligada a um risco 40% menor de evoluir para a hipertensão.

– Vinagre de maçã

Pode ser um grande aliado na prevenção e tratamento de hipertensão arterial por ser rico em potássio, o que contra-ataca os efeitos negativos do sódio.

A Associação Médica Americana confirma que o potássio reduz a pressão arterial. O resultado de 33 estudos mostrou isso em pacientes com hipertensão.

Todas as pesquisas foram feitas com suplementação de potássio pelo autor Dr. Paul Welton, professor da Tulane University School of Public Health, em New Orleans.

Use 02 colheres de sopa diluídas em 01 copo de água antes das principais refeições. Procure um produto não filtrado, com 6% de acidez. Não é aconselhável usá-lo caso esteja usando protetor gástrico.

Vitamina D

É essencial para a saúde cardiovascular e para a normalização da pressão arterial. Sua deficiência causa endurecimento das artérias, segundo estudo publicado no Congresso Anual do American College of Cardiology, em 2011.

Magnésio

Tem ação no relaxamento das artérias, promovendo uma redução da pressão arterial.

E atenção! As medidas acima certamente vão ajudar, mas pacientes com diagnóstico confirmado de hipertensão não devem abandonar seus remédios. Converse sempre com seu médico antes de qualquer decisão, pois ele conhece seu caso de perto e poderá lhe orientar.

Referências bibliográficas:

< Artigo AnteriorPróximo Artigo >

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *