Adoçantes Artificiais: Menos Açúcar… E MAIS Peso!

É impressionante como as pessoas que não querem engordar, ou estão acima do peso, usam adoçantes artificiais. E isso vale também para 101% dos diabéticos…

Com certeza. essa é a PIOR atitude a ser incorporada se as suas preocupações são essas.

Ao contrário do pensamento convencional e das recomendações de saúde, esses produtos só pioram a situação.

Existem várias razões para isso:

1. Aumento do apetite

Inúmeros estudos têm mostrado que bebidas com e sem calorias artificialmente adoçadas e outros alimentos “dietéticos” tendem a estimular seu apetite. Agem aumentando a compulsão por carboidratos, e com isso estimulam o armazenamento de gordura e o ganho de peso, por promover resistência à insulina e diabetes.

Isso ocorre pois os adoçantes artificiais fazem seu cérebro pensar que vai receber açúcar, mas como isso não ocorre, seu corpo sinaliza que ele precisa de mais, o que resulta em aumento de desejos por carboidratos.

A literatura médica, na verdade, vem mostrando isso há pelo menos duas décadas…

Outro fator é que, por se tratar de produtos para emagrecimento, se acredita que se pode consumir maior quantidade, sem problemas ou sensação de culpa. Um engano!

2. Disfunções metabólicas

Os adoçantes artificiais promovem alterações metabólicas que induzem a uma alteração desfavorável da flora intestinal e intolerância à glicose em pessoas saudáveis.

Com isso, podem aumentar o risco de diabetes, pois essa intolerância à glicose é quando seu corpo perde a capacidade de lidar com o excesso de açúcar, havendo como consequência depósito do mesmo nas células adiposas.

Essa correlação foi amplamente divulgada pelos autores de um estudo, que se posicionaram com clareza:

“Nós demonstramos que o consumo de formulações de adoçantes artificiais não calóricos comumente usados ​​impulsiona o desenvolvimento da intolerância à glicose através da indução de alterações composicionais e funcionais na microbiota intestinal.

“Coletivamente, nossos resultados ligam o consumo de adoçantes artificiais não-calóricos (NAS), disbiose e anormalidades metabólicas, exigindo uma reavaliação do uso massivo de NAS”

Foi surpreendente, segundo o microbiologista Martin Blaser, da Universidade de Nova York, pois até então, ninguém havia considerado previamente que os adoçantes artificiais poderiam exacerbar a doença metabólica por meio do microbioma.        

Aos tecnicamente inclinados:

No início das pesquisas, testou-se a sacarina, aspartame e sucralose em camundongos, e aí é que veio a surpresa: os ratos desenvolveram intolerância à glicose.    

A sacarina foi a que teve efeito mais pronunciado nos níveis de glicose.

Com isso, passou-se a um teste em 400 pessoas e observou-se que:

Aqueles que consumiram grandes quantidades de adoçantes artificiais foram os que tiveram níveis mais elevados de HbA1C (uma medida de açúcar no sangue), em comparação com não-usuários ou usuários ocasionais de adoçantes artificiais.

Dessas pessoas, sete não usaram adoçantes artificiais na primeira fase, e então foram solicitados a consumir o equivalente a 10-12 saquinhos de dose única de adoçantes artificiais por dia durante uma semana, sem que soubessem que eram com adoçantes artificiais. Na verdade, pensavam que era açúcar.

Após esse tempo, quatro das sete pessoas desenvolveram “distúrbios significativos na glicose no sangue”, de acordo com os pesquisadores.

Alguns se tornaram pré-diabéticos em apenas alguns dias!

A razão dessa evolução dramática foi a alteração nas bactérias intestinais. Houve proliferação de bactérias desfavoráveis e eliminação das bactérias boas.

Possivelmente, algumas pessoas responderam negativamente ao adoçante artificial porque as bactérias que foram eliminadas ajudavam a controlar a glicemia.                 

Na verdade, pesquisas anteriores já abordavam que populações bacterianas no intestino de diabéticos diferem de não-diabéticos.           

E o desequilíbrio da ecologia intestinal também está associado à obesidade.

Adoçantes artificiais e ganho de peso

Dois estudos importantes, realizados no UT Health Science Center, em 2011, divulgaram os resultados, dizendo:         

“Na constante batalha para perder medidas ou pelo menos permanecer o mesmo, nós procuramos o refrigerante diet. Dois estudos apresentados [25 de junho de 2011] nas sessões cientificas da American Diabetes Association sugerem que esse pode ser um comportamento autodestrutivo. A School of Medicine da University of Texas Health Science Center, em San Antonio, reportou dados mostrando que o consumo de refrigerantes dietéticos está associado ao aumento da circunferência da cintura em humanos, e um segundo estudo descobriu que o aspartame aumentou a glicose em jejum em ratos com diabetes.

Dados deste e de outros estudos prospectivos sugerem que a promoção de refrigerantes diet e adoçantes artificiais como alternativas saudáveis ​​pode não ser aconselhável”, disse Helen P. Hazuda, Ph.D., professor e chefe da Division of Clinical Epidemiology da School of Medicine”.

Revisão de estudos

Há uma grande quantidade de estudos publicados que refutam as alegações da indústria de bebidas de que o refrigerante diet contribui para o controle de peso.

No Yale Journal of Biology and Medicine, há uma importante revisão de 2010, apresentando evidências epidemiológicas e experimentais que mostram que os adoçantes artificiais tendem a promover ganho de peso.

Correlaciona que conforme aumenta o uso de adoçantes artificiais, em paralelo aumentam as taxas de obesidade.       

Para os tecnicamente inclinados, os principais estudos que compõem essa revisão estão na bibliografia.

Portanto, além de evitar o açúcar, você deve tomar cuidado com os adoçantes. Uma exceção é a stevia, que é um composto natural de uma planta, não alterando sua sensibilidade à insulina.

Referências bibliográficas:

  • Nature September 17, 2014 
  • Scientific American September 17, 2014
  • NPR September 17, 2014
  • PLoS One 2010 Feb 5;5(2):e9085.
  • Science News September 17, 2014
  • UT Health Science Center San Antonio Press Release, June 27, 2011
  • Yale Journal of Biology and Medicine June 8 2010: v83(2)
  • Preventive Medicine 1986 Mar;15(2):195-202
  • Physiology & Behavior 1988; 43(5): 547-552
  • Physiology & Behavior March 1990; 47(3):555-9
  • J Am Diet Assoc. 1991 Jun;91(6):686-90
  • Int J Obes Relat Metab Disord. 2004 Jul;28(7):933-5
  • San Antonio Heart Study June 14, 2005
  • Yale Journal of Biology and Medicine 2010 June; 83(2): 101–108
  • Appetite January 1, 2012, Volume 60, Pages 203-207
  • Trends in Endocrinology & Metabolism 2013
  • Nature September 17, 2014 [Epub ahead of print]
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