A Preocupante Relação entre Cyberbullying e Vício em Redes Sociais

Com certeza você já ouviu falar do bullying, uma preocupação crescente de famílias e educadores de crianças e adolescentes.

Cada vez mais há políticas de educação que visam coibir esse tipo de provocação entre jovens, pois é algo que pode até levar à violência ou prejuízos para a saúde mental dos envolvidos.

Mas nesse mundo tão conectado e digital, o cyberbullying, ou seja, aquele feito através da internet, vem também se destacando.

O problema é que enquanto o bullying “offline” acontece no mundo real, como na escola, onde pode ser controlado, o cyberbullying ocorre nas redes sociais.

Segundo uma pesquisa recente, desenvolvida pela Universidade da Georgia, nos Estados Unidos, o cyberbullying está relacionado ao vício nessas redes.

Quanto mais tempo um adolescente passa online, maior a probabilidade dele se envolver em agressões virtuais.

Por isso os pesquisadores afirmam que uma das melhores formas de combater o cyberbullying é combater o vício.

Bom, esse não é o primeiro estudo que avalia o uso da internet e das redes sociais pelos adolescentes – e nem os prejuízos que um uso errado por causar.

Outra pesquisa americana mostrou que cerca de 15% dos adolescentes no ensino médio dos Estados Unidos já sofreram algum tipo de cyberbullying.

Além disso, o número de adolescentes por lá que enfrentam problemas para dormir e quadros depressivos também é muito alto…

E como esses jovens são “nativos digitais”, além do cyberbullying, os especialistas acreditam que muitos desses problemas podem estar relacionados ao vício nas redes.

Presença da família é importante

É muito difícil evitar que os adolescentes fiquem imersos nas redes sociais. Então, vamos pelo menos coibir os excessos, isso sim é o mais importante.

Se o uso começa a afetar as atividades diárias (como quando os jovens passam a noite nas redes e no dia seguinte ficam com sono ou vão mal na escola) é um sinal de alerta.

Recentemente, como já comentei por aqui, especialistas finlandeses encontraram uma relação clara entre a ausência de contato e convivência familiar com o alto uso de redes sociais.

Ou seja, quanto mais solitário um adolescente se sente, maior a possibilidade de ele “fugir” para o mundo virtual. E se viciar…

Cabe aos adultos responsáveis ajudá-los nessa fase difícil e nesse mundo digital.

Conforme comenta a Dra. Amanda Giordana, professora associada da UGA Mary Frances Early College of Education, da Universidade da Georgia:

“Precisamos ensiná-los os sinais de alerta do vício comportamental, o que fazer se começarem a sentir que estão perdendo o controle sobre seus comportamentos e ajudá-los a encontrar outras maneiras de controlar suas emoções…”

Então, vamos tentar, ao máximo, ajudar os nossos jovens.

Boa convivência, seja online ou offline, é garantia de maior bem-estar e uma saúde mental melhor!

Referências bibliográficas:

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