A Planta de 7,5 cm que Protege da Obesidade

Sabe aquela antiga frase de que os melhores perfumes são encontrados nos menores frascos?

Pois é… Ao que tudo indica, ela vale também para os vegetais!

Se você me acompanha por aqui, já ouviu falar dos microgreens, certo? Trata-se daqueles vegetais folhosos colhidos bem no início do crescimento, quando não atingiram nem 8 centímetros.

Os microgreens estão ficando cada vez mais famosos, e não é por acaso. As pesquisas mostram que alguns deles tem até mais nutrientes do que a verdura adulta.

E se os vegetais são tão bons para nossa saúde, imagine quando eles estão “elevados ao quadrado” e concentrados!

Além serem bons para a saúde do seu coração e prevenirem doenças crônicas, são fáceis de cultivar, por exigirem pouco espaço.

Tem gente até mesmo fazendo “hortas” no apartamento. Mesmo sendo “mini”, elas são “maxi” em saúde, pode acreditar!

O microgreens roxo que turbina sua circulação

Mas “microgreens” é um termo genérico, pois significa apenas a forma de cultivo e principalmente de colheita de um determinado vegetal.

Então, pode-se ter microgreens de diversos vegetais folhosos, cada um com sua particularidade.

Essas belezas não vem fazendo sucesso apenas no prato das pessoas. Os cientistas também estão abismados com os benefícios encontrados em alguns deles.

Veja por exemplo o caso do artigo publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry.

Neste estudo, os cientistas da American Chemical Society avaliaram o microgreens de repolho roxo para entender seus fatores de proteção para a saúde cardiovascular.

Para isso, eles compararam diferentes grupos de ratos de laboratório.

Alguns receberam uma dieta repleta de gorduras ruins, em quantidade estimada para promover obesidade. Outros receberam uma dieta equilibrada.

E teve outro detalhe: esses grupos também receberam ora os microgreens de repolho roxo, ora o mesmo repolho, só que maduro.

As conclusões não deixaram dúvidas:

  • Os grupos que receberam ambos os tipos de repolho tiveram menor ganho de peso e menor acúmulo de gordura no fígado do que os que não comeram repolho.

Porém, concluiu-se também que…

  • Os microgreens de repolho roxo tinham uma quantidade maior de polifenóis e glucosinolatos do que a verdura madura.
  • Os ratos que comeram microgreens de repolho roxo tiveram maior redução no colesterol “ruim” e nos níveis de triglicérides do fígado.

Como eu sempre digo, você não deveria se preocupar tanto com o colesterol como dizem por aí, já que ele é uma molécula importante para nosso organismo.

Apenas quando está extremamente desregulado torna-se um risco. Para entender mais, sugiro que confira este outro artigo.

Mas de qualquer forma, os resultados realmente indicam um número maior de nutrientes no microgreens do que no vegetal maduro. E isso é ótimo!

Além do mais, o fato dos ratos que o consumiram terem menor ganho de peso, mesmo com dietas ruins, confirma o poder destes “pequenos notáveis”.

E olha que, nesse caso, apenas os microgreens de repolho roxo foram avaliados…

Então, fica mais essa dica para sua dieta saudável!

E, é claro, não deixe de agregar também os outros ingredientes da dieta keto, como gorduras naturais boas e proteínas – cortando o carboidrato.

Eis o caminho para uma Supersaúde!

Referências bibliográficas:

  • Afinal, o que são Vegetais Crucíferos? – www.DrRondo.com
  • Como Evitar a Calcificação das suas Artérias: Vitamina K2 – www.DrRondo.com
  • 7 Motivos para Consumir Smoothies Verdeswww.DrRondo.com
  • US Department of Agriculture. “When It Comes To Red Cabbage, More Is Better.” ScienceDaily. ScienceDaily, 11 March 2008.
  • American Chemical Society. “Red cabbage microgreens lower ‘bad’ cholesterol in animal study.” ScienceDaily. ScienceDaily, 14 December 2016.
  • Lauren C. Blekkenhorst, et al. Cruciferous vegetable intake is inversely associated with extensive abdominal aortic calcification in elderly women: a cross-sectional study. British Journal of Nutrition, 2020; 1 DOI: 10.1017/S0007114520002706.
  • Haiqiu Huanget al. Journal of Agricultural and Food Chemistry, 2016; 64 (48): 9161 DOI: 10.1021/acs.jafc.6b03805
  • J Agric Food Chem. 2012 Aug 8;60(31):7644-51. doi: 10.1021/jf300459b.
  • J Agric Food Chem. 2013 Nov 20; 61(46): 10960–10970.
  • Br J Nutr. 2015 Apr;113 Suppl 2:S102-10. doi: 10.1017/S0007114515000148.
  • BMJ Open. 2014 Nov 5;4(11):e005497. doi: 10.1136/bmjopen-2014-005497.
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