Saúde

A Perigosa Relação entre Remédios contra Refluxo e o Alzheimer

Se você é um daqueles que sofrem de sintomas de azia todos os dias, é quase certo que está tomando uma medicação contra o refluxo ácido, como os inibidores da bomba de prótons. Você pode conhecê-los melhor como Nexium e Prevacid.

Embora esses medicamentos possam neutralizar o ácido do estômago e ajudar a aliviar a azia no curto prazo, eles nunca curam a doença…

Na verdade, eles estão ligados a várias condições de saúde como:

  • Demência e Doença de Alzheimer
  • Doença renal      
  • Doença cardíaca
  • Aumento do risco de infarto    
  • Pneumonia     
  • Deficiência de vitamina B e cálcio    
  • Aumento do risco de fraturas de quadril      

Apesar de recentemente um estudo científico tentar negar as evidencias em relação ao Alzheimer e demência, as conclusões são claras. Veja o que os estudos mostram:

No primeiro deles, baseado em dados de 74.000 idosos sem problemas cognitivos e que começaram a tomar inibidores da bomba de prótons regularmente ao longo de sete anos, houve um aumento de 44% no risco de demência.

Ou seja, sete anos depois, quase 30.000 usuários de inibidores da bomba de prótons foram diagnosticados com demência.         

No segundo estudo acompanhou-se de perto mais de 3.300 pessoas durante seis anos e houve um aumento de 38% no risco de demência e de 44% no risco de Alzheimer nas pessoas que usavam inibidores da bomba de prótons.

Como aliviar a azia naturalmente

A primeira confusão que se faz é acreditar que a azia é causada por muito ácido do estômago. Na verdade, o motivo é a presença de pouco ácido no estomago.

Nós precisamos do ácido estomacal para digerir os alimentos e absorver nutrientes. Além disso, este ácido protege o trato digestivo da perigosa bactéria H. pylori, ligada a úlceras estomacais e duodenais.

A causa crônica da azia é o fechamento ineficiente do esfíncter inferior do esôfago, que fica comprometida pela dificuldade de digestão de grãos não naturais, conservantes, adoçantes artificiais e outros aditivos na dieta moderna.

Seu esfíncter inferior do esôfago é um músculo pequeno que se abre e fecha para permitir que a comida passe do esôfago para o estômago.

Quando esse esfíncter não fecha completamente, a comida, a bílis e o ácido retornam ao esôfago, causando azia e indigestão dolorosa.

E aí, normalmente, se associa os inibidores da bomba de prótons que melhoram os sintomas, mas trazem diversos efeitos favoráveis.

Boas opções naturais para isso são:

1 – D-limoneno

Este é um extrato de casca de laranja que protege o revestimento do esôfago. Em um estudo, 90% das pessoas relataram alívio completo dos sintomas de azia em apenas duas semanas, tomando 1.000 mg a cada dois dias por 20 dias.

2 – Bicarbonato de sódio

Age equilibrando o pH tornando-o menos ácido e mais alcalino. Com isso, pode neutralizar o ácido no estômago.

Misturar meia a uma colher de chá de bicarbonato de sódio em um copo de água (200 ml) antes de dormir. É uma ótima solução a curto prazo, mas não deve ser usado por longos períodos.

3 – Gengibre 

É oito vezes mais eficaz que o popular remédio contra azia Prevacid. Além disso, ajuda a fortalecer o esfíncter inferior do esôfago. Tome na forma de chá, da seguinte maneira:

Ingredientes

  • 1 pedaço de 3 cm de raiz de gengibre ralado;
  • 2 xícaras de água filtrada;
  • 1 a 2 colheres de sopa de mel, a gosto.

Instruções

  1. Adicione meia colher de chá de raiz de gengibre ralado na hora em uma xícara de água quente.
  2. Deixe o gengibre em infusão por 10 minutos. Na sequência coe e misture o mel a gosto.

4 – Vinagre de maçã

Estimula a produção de ácido hidroclorídrico, um forte aliado da digestão.

Conforme vamos envelhecendo, perdemos muito da acidez, e essa é uma

importante ação do vinagre de maçã, que pode ajudar na prevenção desta perda.

Estudos indicam ingerir 02 colheres de sopa em 01 copo de 200 ml de água, antes das principais refeições.

Lembrando que esses elementos não podem ser usados junto com protetores gástricos. E o principal: nenhuma destas sugestões deve ser seguida sem consultar seu médico!

Referências bibliográficas:

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