10 Ativadores de Inteligência e Memória

Se você já está consciente da importância de agir preventivamente em relação ao declínio cognitivo e de memória, é importante que associe à sua dieta keto (indutora do combustível preferido para o cérebro) e atividade física de alta intensidade, certos “suplementos da inteligência”.

São eles:

1. Ômega 3

Você sabia que seu cérebro é 60% de gordura? E 40% disso é composto de ômega 3 – um tipo específico chamado ácido docosahexaenóico (DHA)? Por isso ele age combatendo o encolhimento do cérebro e a perda de memória. Nosso corpo não produz o DHA, e por isso você precisa ingeri-lo por meio dos alimentos e suplementos de ômega 3.

Portanto, esse ácido graxo essencial é crucial para a saúde cerebral. Quando a concentração de ômega 3 é baixa, ocorre um efeito inflamatório importante, que se torna uma condição altamente favorável para doença de Alzheimer.          

Segundo publicação no Journal of Alzheimer’s Disease, altas concentrações de ômega 3 têm atividade anti-amilóide, anti-tau e anti-inflamatória no cérebro.

Lembre-se de usar de fontes animais, em especial o óleo de krill, uma pequena espécie marinha que vive menos e por isso tem menos chance de estar contaminada pela poluição oceânica.

2. Triglicérides de Cadeia Média (TCM)

Estes são a forma natural mais próxima e eficiente para você obter estas cetonas (combustível preferido para o cérebro). Melhora a função cognitiva na demência precoce e doença de Alzheimer, segundo estudo em pequena escala.

Pode ser ingerido puro, com café ou chá. Se você decidir experimentar um suplemento de TCM, faça isso devagar, e espace as suas doses para evitar possível desconforto gástrico.

3. Colina

Segundo publicação da Molecular Psychiatry, a colina é importante na geração de acetilcolina, fundamental para fisiologia cerebral. Cerca de 90% das pessoas são deficientes de colina, e os testes de memória mostram que nesta condição as pessoas pontuam abaixo da média.

Por outro lado, as pessoas com nível maior de colina apresentam melhor desempenho cognitivo, menor concentração de homocisteína e consequentemente maior proteção contra a demência e doença de Alzheimer. 

A maioria dos estudos sugerem uma suplementação de pelo menos 500 mg de colina por dia para garantir níveis mais elevados ao cérebro e consequente estímulo da sua inteligência. Outro suplemento indicado nas publicações é o di-fosfatidilcolina, que é a forma ativa da colina, na dosagem de 250 mg ao dia.

4. Fosfatidilserina

É um fosfolípide encontrado em alta concentração no cérebro, sendo importante para a função mental. Pessoas com declínio da função mental são mais propensas a serem deficientes de fosfatidilserina. É usado oralmente melhorando a cognição e proteção contra doença de Alzheimer. Os estudos sugerem uma suplementação de 100 mg 3 vezes ao dia.      

5. Acetil-L-carnitina

É um derivado da L-carnitina que desempenha um papel de manutenção da função nervosa e cerebral durante o envelhecimento. Esse derivado acetil é fonte metabólica da acetilcolina, um neurotransmissor cerebral.

Promove aumento de fluxo cerebral, sendo usado para comprometimento de memória do envelhecimento e doença de Alzheimer. Estudos em doença de Alzheimer mostraram bons resultados com uso de no mínimo 500 mg 3 vezes por dia.

6. Vitamina D

Entre todos os seus benefícios, a vitamina D é fundamental para a saúde cerebral, agindo em 3 pontos importantes na indução de Alzheimer: função imunológica, expressão gênica e inflamação.

Uma meta análise publicada na BMC Geriatrics, em 2016, mostra uma correlação importante entre deficiência de vitamina D e demência. Os estudos sugerem a manutenção de um nível de vitamina D entre 60 e 80 ng / mL. Para isso, a literatura indica a suplementação diária de vitamina D3 (colecalciferol) entre 1.000 e 5.000 UI, considerada segura e efetiva.

É aconselhável exames de controle dos seus níveis de vitamina D de 2 a 3 vezes por ano para que não atinja níveis tóxicos. Adequada quantidade dessa vitamina se consegue com exposição ao sol de forma consciente, de no máximo 30 minutos por dia.

Além disso, é aconselhável uma suplementação de vitamina D, sem esquecer da vitamina K, magnésio e cálcio.

7. Vitamina B12

É necessária para atividade normal para a célula nervosa e age junto com o ácido fólico no controle da homocisteína, cujos níveis elevados aumentam muito o risco de doenças cardiovasculares e Alzheimer.

Sua deficiência pode contribuir para o encolhimento do cérebro e pontuação mais baixa nos testes cognitivos. A maioria dos estudos sugerem uma suplementação de no mínima é 1.000 mcg / dia e de preferência na forma sub-lingual.

8.Turmeric (Curcuma longa)

Tem sido usado como tempero ou na medicina nutricional para promover um equilíbrio fisiológico em tecidos afetados por inflamação. Turmeric contém diversos compostos, incluindo curcuminoides e sesquiterpenes. Além dos seus benefícios como antioxidante e anti-inflamatório, os estudos mostram efeitos benéficos na regulação da glicemia, função cardíaca e na reparação de redução de memória e concentração.

Na doença de Parkinson e Alzheimer, age recuperando os astrócitos (um tipo de célula cerebral), sendo um agente neuroprotetor contra essas doenças.

A maioria das publicações sugere 500 mg até 3 vezes ao dia.

9. Ashwagandha (Withania Sommfera)

Fitoterápico que induz a redução de cortisol em situações de estresse. Nestas condições, o fluxo de oxigênio e nutrientes ao cérebro fica reduzido comprometendo o metabolismo cerebral e consequentemente a memória.

Sua suplementação tem se mostrado um efeito positivo na melhora da memória e função cognitiva. Nos estudos se usa extrato seco na dosagem de 100 mg 2 vezes ao dia.          

10. Bacopa (Bacopa monnieri)

É um fitoterápico muito usado na Medicina Ayurvedica. Há estudos interessantes que falam a favor dele, ajudando a reparar os neurônios danificados e melhorar a função cerebral.

Estimula a criatividade e motivação cognitiva, como por exemplo:                 

  • Avaliação de 60 crianças com DDA, sendo metade usando o suplemento e metade placebo. Foi realizado teste acadêmico e teste psicológico antes e depois do tratamento. Houve melhora significativa no grupo com Bacopa em relação ao grupo placebo.
  • Outro estudo duplo cego randomizado e com controle de placebo do Bacopa analisou 36 crianças por 12 semanas. Foi usado 100 mg/dia de Bacopa para metade delas. Nas avaliações antes e depois do tratamento, observou-se melhoras na memória lógica, repetição da sentença e aprendizado, com boa tolerância à suplementação e sem efeitos colaterais.
  • Outro estudo confirma esse efeito de melhoras do aprendizado.
    Nesse caso, usou-se 300 mg/dia de extrato de Bacopa (cerca de 6g de erva seca) por 12 semanas, promovendo significante melhora no aprendizado e consolidação da memória.

Portanto, se você deseja turbinar sua inteligência e memória, além de se prevenir de doenças neurodegenerativas, vale a pena ficar de olho nessas opções. Converse com seu médio sobre elas e Supersaúde!

Referências bibliográficas:

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