Bem-Estar

Oxitocina: o Hormônio da Felicidade

A oxitocina tem sido chamado de hormônio do amor ou hormônio da felicidade. Esse hormônio é constituído de 9 aminoácidos em uma disposição precisa. É secretado pela glândula pituitária, e seu papel é bem conhecido nas contrações uterinas durante o trabalho de parto, promovendo a liberação de leite, facilitando o comportamento materno e a ligação entre as novas mães e seus bebês.

O simples contato de pele entre as pessoas, o abraço, já promove aumento de liberação de oxitocina. Durante a relação sexual, homens e mulheres também liberam oxitocina.

Além dessas ações já bem conhecidas, a oxitocina promove:

  • Influência no humor e redução de sensação depressiva
  • Alívio em sintomas de Autismo
  • Alivio dores crônicas
  • Melhora sociabilidade e credibilidade
  • Melhora a intimidade sexual do casal
  • Alivio dos sintomas da Fibromialgia
  • Melhora dos sintomas da Síndrome da fadiga crônica
  • Melhora a capacidade regenerativa da musculatura esquelética
  • Melhora condições para lidar com o estresse, reduzindo o cortisol
  • Reduz a dependência de drogas e álcool, bem como para doces

Como a oxitocina é outro hormônio que declina com a idade, deve fazer parte também de uma reposição hormonal bioidêntica, para aqueles que querem envelhecer com o máximo de saúde.

Como suplementar oxitocina

A administração oral não tem efeito, pois como é rapidamente digerida no intestino, perde a sua função hormonal na sequência.

Quando usada por via endovenosa, ela não atravessa a barreira hematoencefálica, perdendo efeito também, segundo os estudos. A suplementação na forma intranasal (spray) ou cápsulas sub-linguais de rápida absorção são as melhores vias de administração.

Dosando seus níveis de oxitocina

O teste ideal é o de urina de 24h, que fornece uma leitura mais adequada em comparação com exames isolados. A suplementação deve ser 27 UI para uma pessoa de 75 kg, sendo usada de preferência antes de dormir.

Quando deve ser evitado seu uso

Em indivíduos com anorexia, pois estes indivíduos produzem excessiva quantidade de oxitocina para responder ao estresse quanto à alimentação. Portanto, não é indicada nesses casos uma suplementação extra.

A oxitocina tem o poder de não apenas manter seu coração e cérebro em boa forma, mas também curá-los de danos emocionais e afetivos. Converse com o seu médico sobre isso!

Referências bibliográficas:

  • Neuropsychopharmacology, 1997;17(4):284-292
  • J Chronic Fatigue Syndrome, 2001;8(2):3-28
  • Behav Med. 2003 Fall;29(3):123-30
  • JAMA, 1991;265: 2197
  • Pediatrics and Child Health 2010; 15(3):153
  • Positive Psychology News March 23, 2012
  • Biological Psychiatry 2014; 75(1):56
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Médico, Cirurgião Vascular especializado em medicina preventiva e alta performance. Possui vários artigos publicados em revistas médicas, além de 8 livros com temas relacionados à nutrição, medicina preventiva e esportiva. (CRM 47078)

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