Saúde

O que você ainda não sabia sobre a Cândida Albicans é que…

…É normal se pensar que as cândidas vivem na pele, mucosas e cólon. Mas, nos últimos 15 anos, começaram a aparecer referências sobre a proliferação da doença também em nível sanguíneo.

Foi essa presença de cândidas no sangue que atraiu a atenção de vários investigadores, muito também pelo o excesso de medicações ministradas contra essa condição e que acabavam por enfraquecer ainda mais o doente.

Talvez você ainda não saiba também que, em geral, esses fungos são inofensivos e vivem em harmonia com o organismo, mas há certas condições onde eles podem se tornar agressivos e até mesmo patogênicos.

No momento atual muitas teorias convencionais estão mudando; falsas ideias referentes a micro-organismos presentes no nosso corpo estão em constante contestação e sendo adaptadas às novas descobertas. É o que vem acontecendo com a Candidíase que está se alastrando cada vez mais.

São poucos ainda os investigadores e microbiologistas interessados pela presença de micro-organismos em nível sanguíneo, bem como em relação com as diferentes doenças crônicas e agudas que eles provocam.

Em termos de hematologia convencional, desde Virchow, é aceita a teoria de que o sangue é estéril. Ainda segundo Béchamp, contemporâneo de Pasteur, há um grande erro em teorias como essa que foram seguidas por muitos outros cientistas, entre os quais se destaca o microbiologista alemão Enderlein.

A cândida é uma fonte de levedura com mais de 900 variedades espalhadas em todo o planeta. Algumas, inclusive, são hóspedes amigáveis, outras não, do nosso organismo. A cândida sendo uma destas formas é a responsável por certas infecções vaginais, da boca e da pele. Outra característica deste fungo é o fato de se tratar de um organismo dismórfico, ou seja, com duas identidades separadas: a forma de levedura com uma única célula e a forma de fungo com a qual produz um tipo de ramificações por vezes muito desenvolvidas e que se assemelham a raízes. Vivendo no cólon, as cândidas micellium (raízes) penetram através da mucosa chegando a invadir outras partes do corpo.

Infelizmente, alguns especialistas no assunto ainda não têm dado a devida atenção a este fator degenerativo que é altamente poroso e permeável na membrana intestinal. Isso faz com que ela se agarre à membrana arrastando consigo toxinas e proteínas não degradas que podem provocar um incontável número de alergias e perturbações imunitárias.

Como se não bastasse, as cândidas por si só são causadoras de uma série de outros sintomas, tais como: cansaço crônico, dores de cabeça, irritabilidade, dores intestinais, gases, sensação de frio e fraqueza. Elas ainda são responsáveis pela formação de patologias como os reumatismos e determinados tipos de alergias.

Ao circular no sangue, as cândidas também produzem determinadas substâncias químicas como as glicoproteínas que causam uma rigidez nas membranas dos glóbulos vermelhos. Como consequência disso, eles não conseguem reduzir o seu tamanho de maneira a permitir a circulação capilar e com isso acabam provocando uma baixa oxigenação.

Mas não são só os glóbulos vermelhos os únicos prejudicados; as cândidas também perturbam os glóbulos brancos reduzindo-lhes a agressividade necessária para lutar contra as infecções.

Uma coisa é certa, sempre que houver indício de infecções severas e crônicas, deve-se pensar numa possível relação com a Candidíase, pois as consequências de uma invasão de cândidas são múltiplas e podem ir desde casos graves de obesidade à inativação ou destruição de numerosas enzimas, perturbando várias funções do metabolismo. Graças ao descuido de alguns, muitas pessoas estão doentes e sofrem consequências deste problema sem nem ao menos conhecer a causa real.

A cerca de cinco anos atrás, não existiam testes capazes de detectar a presença das cândidas em nosso sangue. Hoje, a realidade é outra, pois alguns laboratórios na Inglaterra, Suíça e Estados Unidos já utilizam métodos tão sensíveis que são capazes de identificar os antigenes específicos das cândidas. É preciso, porém, levar em conta que alguns destes testes, infelizmente, podem apenas identificar as cândidas quando já estão demasiadamente espalhadas e já invadiram várias partes do organismo e do sangue.

Sintomas da Candidíase:

Concluímos que existem inúmeros fatores que contribuem para o desenvolvimento da Candidíase. Assim sendo, é fundamental que fiquemos atentos aos sinais que a doença apresenta. Entre eles estão:

  • Desordens gastrointestinais (diarreias e prisão de ventre).
  • Agressividade.
  • Dificuldades de concentração (memória fraca).
  • Dificuldades nos estudos.
  • Dores musculares.
  • Cansaço muscular.
  • Asma.
  • Eczema.
  • Sinusite.
  • Infecções constantes.
  • Ganho de peso.
  • Síndrome da Fadiga Crônica.
  • Queda imunológica.
  • Alergia alimentar.

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Referências Bibliográficas:

  • Livro Revolução na Saúde. Serge Jurassunas. 1997
  • The Lancet, March 22, 1969;598-599.
  • American Journal of Obstetrics and Gynecology, Febraury, 1990;162(2):332-6.
  • Allergy, 1996;51:887-892
  • Journal of the Advancement in Medicine, Fall 1992;5(3):177-187.
  • Annals of Allergy, July, 1987;59:48-51.
  • Chest, January 1994;105(1):317-318.
  • The American Journal of Obstetrics and Gynecology, November 1989;161(5):1132-6.
  • Journal of Clinical and Laboratory Immunology, 1996;48:1-15.
  • Eur J Gastroenterol Hepatol, 2005;17(1):21-26
  • Journal of Advancement in Medicine, Fall 1992; 5(3): 139-175.
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Médico, Cirurgião Vascular especializado em medicina preventiva e alta performance. Possui vários artigos publicados em revistas médicas, além de 8 livros com temas relacionados à nutrição, medicina preventiva e esportiva. (CRM 47078)
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