Prevenção

É muito Stent para pouca solução!

Só na última década, mais de sete milhões de americanos colocaram Stent em suas artérias do coração, sendo que a grande maioria provavelmente não precisava desse procedimento como primeira e única alternativa.

Em minha opinião, bem como na de diversos especialistas, os Stents não deveriam ser colocados nas artérias a menos que o paciente apresentasse uma obstrução muito significativa no fluxo sanguíneo para o coração, que provocasse o infarto da musculatura cardíaca ou uma dor incontrolável no peito. É preciso deixar claro que os Stents não funcionam como preventivos para ataques cardíacos ou derrames.

Existem pesquisas que mostram que os pacientes com doença cardíaca estável (sem obstrução completa do fluxo sanguíneo no coração), assim como pacientes em tratamento clínico (drogas, exercícios e dieta), têm a mesma evolução dos pacientes que evitaram a cirurgia.

Os estudos de acompanhamento mostram que os Stents não devem ser usados como alternativa no tratamento preventivo de ataque cardíaco e sim, medicações e mudanças no estilo de vida.

Os Stents devem ser usados para prevenir a lesão do músculo cardíaco em um infarto agudo e quando a dor no peito, conhecida como angina pectoris, se tornar muito severa, ao ponto de que nem mesmo um bom tratamento clínico seja capaz de aliviar a dor causada pela obstrução. Não está provado, porém, que esse recurso reduza o risco de uma pessoa sofrer um ataque cardíaco no futuro.

Perigos dos Stents

Pacientes que recebem Stents apresentam risco aumentado de formação de coágulos que causam o ataque cardíaco, sangramento por medicações anticoagulantes e bloqueio do tecido de cicatriz coronária.

Procedimentos cirúrgicos não são benignos

Ataques cardíacos ainda estão entre as causas mais comuns de morte nas sociedades ocidentais. Os procedimentos cirúrgicos (cirurgia de bypass) e Stents não têm provado que são capazes de previnir os ataques cardíacos e nem que podem prolongar a vida. Isso porque, eles não tratam a causa dos ataques.

Esses procedimentos não são totalmente livres de riscos, sendo que muitos pacientes morreram por perfuração de artérias cardíacas e por infecções durante ou após a cirurgia. Além disso, há casos em que Stent provocou derrames e infartos pelo efeito dos coágulos que ele gera; isso sem falar do alto custo financeiro.

Portanto, o que eu posso te aconselhar é a pensar na prevenção ou na reversão da doença cardiovascular fazendo uso de uma dieta adequada, exercícios e uma boa suplementação antioxidante.

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Referências bibliograficas:

– N Engl J Med, 2007. 356(15):1503-16

– Lancet, 2009. 372(9667): p911-8

– N Engl J Med, 2007. 356:1503-1516

– J. Fam, 2014 July; 63(7):356-364,364ª, 3646

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Médico, Cirurgião Vascular especializado em medicina preventiva e alta performance. Possui vários artigos publicados em revistas médicas, além de 8 livros com temas relacionados à nutrição, medicina preventiva e esportiva. (CRM 47078)

1 Comment

  1. Olá Dr.Rondo ,
    vou ler os seus livros e praticar é claro, pq sou a rainha dos stents, nunca pensei em usar piercings, muito menos internos…rsrs
    Tenho 50 anos e desde os 43 começaram os implantes, hoje tenho 6.
    Basta, né?
    Um abraço!

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