Saúde

Ferro: Quanto é o Ideal para Proteger o seu Cérebro?

Acerte a dosagem deste mineral e com certeza ele poderá salvar o seu cérebro, proteger a sua memória e evitar a demência e a doença de Alzheimer. Pode parecer estranho, pois sempre prego que se deva manter os níveis de ferro baixos para evitar oxidação, porém precisamos tê-lo numa dosagem adequada para ter uma bioquímica eficiente, importante contra o declínio cognitivo.

Lembre-se, tudo pode ser remédio ou tóxico. Depende da dosagem.

Será que você está deficiente em ferro? Pois se você for, como um número crescente da 3ª idade, é provável que você possa agradecer um médico por isto, caso ele tenha lhe indicado não comer carne vermelha e ater-se a uma dieta de comida para coelhos.

Ele alegará que uma dieta pesadamente vegetal é a chave do envelhecimento com saúde, especialmente para a proteção cerebral que todos procuramos desesperadamente.

Mas a verdadeira chave está nas gorduras, proteínas, vitaminas e FERRO que são encontrados nos alimentos que ele está recomendando veementemente que você não coma: carne de vaca, aves de carne escura, carne de porco gorda e carnes de órgãos, como o fígado.

Em doses baixas, mas essenciais, o ferro que você encontrará nestas e em outras carnes é crítico para o seu cabelo, a sua pele, o seu sistema imune e mais.

Mas nada disto é tão importante quanto o que ele pode fazer para o seu cérebro, porque sem ferro…

O SEU CÉREBRO PODE FICAR COM FALTA DE AR!

O ferro é crítico para a hemoglobina, e a hemoglobina é necessária para transportar o oxigênio por todo o seu corpo através das suas células sanguíneas vermelhas.

O seu corpo inteiro precisa deste oxigênio, é claro, mas não há parte do seu corpo que seja mais sedento por ele do que o seu cérebro. Ele apenas constitui 2% do seu peso corporal, mas absorve 20% de todo o seu oxigênio. E quando ele não obtém o que precisa, começa a desligar-se. Você perde células cerebrais, e memórias junto com elas.

Sim, é tão importante assim, e é por isto que as pessoas de terceira idade que têm baixos níveis de ferro – a conhecida anemia – tem um risco 41% mais alto para a demência, de acordo com um grande estudo novo.

E, ao mesmo tempo em que há outras causas possíveis para a anemia – incluindo o baixo B12 (outro nutriente que você obterá da carne, especialmente a vermelha) – o principal, especialmente entre as pessoas de terceira idade, é mesmo a deficiência em ferro.

E isto me faz voltar para aquele médico que eu mencionei… aquele que fica até tonto quando pode te dar sermão, como se você fosse uma criança, sobre o que você come. Aquele que está praticamente te mandando comer todos os alimentos errados.

É hora de esquecer estas ordens e dar ao seu corpo o que ele REALMENTE precisa para o envelhecimento saudável e a saúde cerebral.

Como manter um bom nível de ferro no organismo

Esqueça esses conselhos sobre a dieta de baixa gordura e alta em vegetais. Ao invés disso, veja abaixo o que fazer para ter um nível saudável de ferro, gerando um escudo para proteger o seu cérebro e evitar a demência causada pela anemia:

COMA bastante carne vermelha fresca, especialmente o fígado, já que ela está entre as melhores fontes naturais de ferro que se tem por aí. Como um bônus, a carne vermelha fresca também é ótima fonte de vitaminas B que protegem o cérebro – e as vitaminas B também ajudam na prevenção da demência.

NÃO cozinhe demais o seu bife. Quanto mais se cozinha, mais ferro ele perderá – então desfrute o bife tão mal passado que você ainda pode ouvir o “muuuu.”

MARQUE uma consulta com o seu médico para checar o seu sangue, certificando-se de que o seu nível de ferro seja aquilo que você necessita.

NÃO pare com um só exame. O seu risco para anemia sobe com cada virada do calendário. Você a encontrará em menos que 10% dos jovens adultos e nas pessoas de meia idade, mas um quarto de todas as pessoas de terceira idade a tem, então certifique-se de checar o seu nível de ferro pelo menos uma vez ao ano.

FIQUE atento para outros sinais de deficiência de ferro e de anemia, incluindo fadiga, tontura, taquicardia, dores de cabeça, e mãos e pés excepcionalmente frios. Se você tiver quaisquer destes sintomas, entre em contato com o seu médico imediatamente.

NÃO comece a engolir suplementos de ferro a não ser que você tenha tido um diagnóstico de deficiência de ferro. Ferro demais poder ser tão ruim quanto de menos – talvez pior ainda, já que o acúmulo de ferro pode na verdade danificar o cérebro ao invés de salvá-lo.

CERTIFIQUE-SE de que você está ingerindo bastante vitamina C, que pode quadruplicar a quantidade de ferro que você absorve da sua comida.

NÃO coma soja. Eu poderia escrever um livro sobre todas as razões para evitar este antialimento, mas vou me ater ao ferro – porque um dos (muitos) compostos perigosos na soja é o fitato, que pode debilitar a habilidade do seu corpo para absorver o ferro.

E não é pouco, porque mesmo uma pequena quantia de fitato pode cortar a sua absorção de ferro em até 65%.
Quer adivinhar que substância está presente em abundância nas barras nutricionais e bebidas de suplementos cujo público alvo são pessoas de terceira idade? Sim… a soja. Não é de se estranhar que as deficiências de ferro estão em alta!

Finalmente, deixe-me lhe dar o melhor DICA de todas: BEBA. Embora a maioria das bebidas alcoólicas não contenham muito ferro, o álcool em si pode incrementar a habilidade do seu corpo para absorver o ferro que está na sua comida. (Isto não é ótimo?)

Então faça na grelha um bife suculento e abra uma cerveja geladíssima ou uma taça de vinho tinto, pois você tem um cérebro para proteger e uma doença para evitar.

Mas obviamente, beba com consciência e muita moderação.

Referências bibliográficas:

– Hemochromatosis.org
– Postgraduate Medicine, February 1, 1990;87(2):89-101.
– The Journal of Family Practice, 1995;41(4):404-405/
– Journal of General Internal Medicine, March-April, 1992;7:145-53.
– Stroke, May, 1996;27(5):1002-1005.
– Arteriosclerosis, Thrombosis and Vascular Biology, 1997;17(11):2638-2645

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Médico, Cirurgião Vascular especializado em medicina preventiva e alta performance. Possui vários artigos publicados em revistas médicas, além de 8 livros com temas relacionados à nutrição, medicina preventiva e esportiva. (CRM 47078)

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