Por ser relativamente nova, a Medicina Ortomolecular, também chamada de Medicina Preventiva Ortomolecular, ainda desperta muitas dúvidas. Veja quais são as perguntas mais freqüentes sobre esse tipo de medicina e as respostas do Dr. Wilson Rondó Jr.
A Medicina Ortomolecular, ou Medicina Preventiva Ortomolecular, se propõe a dar às células exatamente o que elas precisam, por meio de uma alimentação adequada e do uso de suplementos alimentares, quando necessário.
Esses suplementos são, basicamente, vitaminas, sais minerais, aminoácidos, enzimas e hormônios. Seu papel é fundamental para as células do corpo se manterem saudáveis e desempenharem bem suas funções.
Se você pensar que o corpo humano possui cerca de 60 trilhões de células e que cada uma delas precisa estar adequadamente nutrida para fazer seu trabalho, perceberá o quanto a Medicina Ortomolecular é importante na prevenção e no tratamento dos problemas de saúde e na manutenção do equilíbrio conquistado.
Um organismo mal nutrido reage com dificuldade às agressões cada vez mais fortes da vida moderna. E torna-se alvo fácil de doenças e de envelhecimento precoce.
Os principais vilões que nos empurram para situações de estresse físico e mental são a competição a que estamos sujeitos, a poluição ambiental, a exposição a campos eletromagnéticos, o excessivo consumo de doces, de gorduras saturadas, de alimentos refinados, industrializados, com substâncias tóxicas como corantes, conservantes, e ainda hormônios e antibióticos, que costumam estar presentes em alguns produtos.
Seu corpo precisa estar preparado para enfrentar essas situações, o que exige uma demanda maior de nutrientes. E a alimentação, por si só, nem sempre consegue dar conta do recado. É aí que a Medicina Ortomolecular mostra sua eficiência, porque dá às células o que elas precisam para reequilibrar o organismo.
É a nutrição que se esforça em produzir ótimas quantidades de nutrientes para as células do corpo. Para alcançar esse objetivo, é preciso avaliar o indivíduo como um ser único, com características próprias, e considerar as influências da idade e do estresse a que está sujeito em seu dia-a-dia.
Só há uma medicina: a boa medicina. A que funciona. Há casos em que só drogas químicas resolvem, como os de manifestações agudas de determinada doença. Nas doenças crônicas, deve-se dar preferência aos tratamentos à base de nutrientes, ou à associação de drogas e nutrientes.
Na sua maioria, elas agem como antioxidantes, combatendo as agressões que levam à deterioração celular, fator que desencadeia as doenças.
Teoricamente, sim. Na prática, vemos que o uso de pesticidas e agrotóxicos nos vegetais, de hormônios e antibióticos nas carnes e o empobrecimento do teor nutritivo dos alimentos pela industrialização geram uma desnutrição subclínica - um enfraquecimento do organismo, que não é visível até surgirem doenças.
Para suprir suas deficiências, quando ocorrem, e manter em equilíbrio as funções orgânicas.
Precisamos de cerca de 45 nutrientes essenciais para a vida, que devem ser retirados dos alimentos, pois nosso corpo não os produz naturalmente. Quando, por qualquer razão, a assimilação desses nutrientes é deficiente, o equilíbrio do organismo fica comprometido.
Não. Inicialmente, após uma avaliação criteriosa, costuma-se usar uma quantidade maior, para atender às necessidades do organismo. É a chamada "fase de ataque". Depois, à medida que se consegue um certo equilíbrio, passa-se à "fase de manutenção", com redução dos suplementos.
Há programas específicos para pessoas com diferentes necessidades. Veja se você se encaixa em algum deles.