Saúde

Drogas Antipsicóticas: Efeitos Colaterais que não Podem ser Ignorados!

Estudo mostra que entre as 10 medicações que tem a violência como efeito colateral, 5 delas são antidepressivos. Drogas usadas para Distúrbio de Atenção também estão nesta lista. As drogas antipsicóticas são realmente um perigo!

Quando esses efeitos colaterais serão levados a sério? Quantas pessoas têm que se matar e quantas pessoas têm que morrer antes que uma droga seja considerada muito perigosa para ser prescrita?

Em um artigo intitulado “Antidepressivos e Violência: Problemas na Interface de Medicina e Direito”, David Healy, professor britânico de psiquiatria na Universidade de Cardiff e uma autoridade sobre efeitos colaterais de drogas psiquiátricas, escreve:

“É provável que os sistemas jurídicos continuem a ser confrontados com casos de violência associados ao uso de drogas psicotrópicas, e pode cair nos tribunais para exigir o acesso aos dados atualmente indisponíveis. O problema é internacional e requer uma resposta internacional”.

Recentemente, a Associação Americana de Psiquiatria (APA) emitiu uma declaração pedindo aos médicos e aos pacientes que reconsiderem a prática de usar medicamentos antipsicóticos como a primeira linha de tratamento para:

  • Demência em idosos
  • Problemas comportamentais em crianças, ou
  • Insônia em adultos

Os antidepressivos, em particular, têm uma história bem estabelecida de causar efeitos colaterais violentos, incluindo suicídios e homicídios. Em um recente artigo na Scientific American, o autor afirma:

“Mais uma vez, os antidepressivos foram ligados a um episódio de violência horrível. O New York Times relata que Aaron Alexis, que alegadamente atingiu 12 pessoas, morrendo em uma instalação da Marinha em Washington, DC, no início desta semana, recebeu uma receita para o antidepressivo Trazodone em agosto”.

A droga em questão, trazodona, tem sido associada a:

“Nova ou piora da depressão, pensando em prejudicar ou se matar, ou planejar ou tentar fazê-lo, preocupações extremas, agitação, ataques de pânico, dificuldade em adormecer ou ficar dormindo, comportamento agressivo, irritabilidade, agir sem pensar, agitação severa e frenética Excitação anormal”.

Os medicamentos para Distúrbio de Atenção foram responsáveis por reações adversas em cerca de 23 mil visitas de emergência em 2011, segundo estatística americana. Isso significa um aumento de mais de 400% nessas emergências de Pronto Socorro.

Muito destas medicações são rotineiramente dadas para usos não especificados na bula, como distúrbios do sono, problemas comportamentais e até demência, apesar do fato que está comprovado que eles não servem para nada no tratamento de todas estas condições.

Os mais perigosos de todos os medicamentos psiquiátricos são os antipsicóticos. Não deixe o nome te enganar; você não tem de ser psicótico para receber um deles.

E veja, são dados para pacientes em qualquer faixa etária, até as crianças. Os pacientes mais prováveis de ficarem usando estas drogas antipsicóticas são pessoas de terceira idade, especialmente as da terceira idade em casas de repouso e outras instituições (assim chamadas) de “cuidados de saúde”.

Agora, você sabe como isto funciona. As pessoas de terceira idade não entram em uma instituição de “cuidados de saúde” porque elas estão saudáveis. Estão ali porque estão doentes. Também estão assustadas, desorientadas, solitárias e provavelmente já estejam tomando mais do que alguns medicamentos.

Difíceis de manejar? Talvez, mas tudo do que precisam é um pouco de cuidado com “amor e carinho”, que os estudos têm demonstrado que tem o poder de acalmar até os pacientes mais agressivos.

Mas já que a maioria das instituições de “cuidados de saúde” são tão carentes de funcionários e que os médicos e as enfermeiras não conseguem fornecer muito “amor e carinho” – mesmo que quisessem – a maioria dos pacientes só recebe drogas. Essas drogas antipsicóticas que os transformam de pessoas de terceira idade carentes em zumbis complacentes.

Não, este não é o uso aprovado para estas drogas. E não, isto não é raro, é comum demais. Um quarto de todas as pessoas de terceira idade nas instituições de cuidados de saúde, incluindo 40% dos pacientes de demência, estão tomando antipsicóticos neste momento.

Estas drogas “funcionam” porque são como lobotomias em pílulas. Um estudo recente até descobriu que elas apodrecem o cérebro por dentro, matando as células críticas que você precisa para o pensamento, a memória e a função cognitiva em geral.

Quanto maior o período que você as toma, mais células cerebrais você perde, e se você perder o suficiente, você estará encarando a burrice, a perda de memória, o declínio cognitivo e até a demência (que ajuda a explicar o porquê dos pacientes com demência que tomam antipsicóticos PIORAREM em vez de melhorarem.)

Você acha isto ruim? Pode apostar que é, mas um pouco de danos ao cérebro não é nada em comparação com o outro grande risco destas drogas.

MORTE!

As drogas antipsicóticas podem mais que DOBRAR o seu risco de morte, especialmente a morte cardíaca súbita. Elas podem também dobrar o seu risco de quedas e até dobrar o seu risco de pneumonia, e nas pessoas de terceira idade, tanto uma queda quanto uma pneumonia podem tornar-se fatais em uma fração de segundo.

Mas nada disto é novidade. Nós sabemos sobre estes riscos há anos. Nós até sabemos sobre a ineficácia destes medicamentos há anos.

Sabemos tudo isto, mas continua-se a prescrevê-las como nunca de qualquer forma. A própria Associação de Psiquiatria, diz que já extrapolaram com uma droga, isto diz muita coisa!

É claro, isto vem “somente” SETE ANOS após um estudo principal ter descoberto que 80% de todas as pessoas de terceira idade que tomam antipsicóticos não os necessitam, e acho que até esta seja uma estimativa conservadora… Na verdade, eles praticamente NUNCA são necessários.

Se lhe for oferecido um destes medicamentos por seu médico, corra para longe o mais rápido que você puder (ou pelo menos antes que um enfermeiro cuidador te agarre).

É claro, é uma coisa saber tudo isto agora, quando você está em casa em boas condições. É bem diferente manter isto em mente quando você estiver recuperando-se de uma doença ou um ferimento em um hospital ou uma casa de repouso onde a Enfermeira “Sargenta” está pronta para drogá-lo até você ficar calado, ao primeiro sinal de problemas.

Como Evitar Drogas Antipsicóticas

  1. Não engula qualquer pílula que o médico ou a enfermeira lhe dê. Saiba os nomes dos medicamentos, para que são e o porquê de você tomá-los. Saiba se eles estão sendo usados por algo que esteja na bula ou não. E se você não estiver contente com o que você sabe, não tome.
  2. Não deixe ninguém tomar uma decisão sobre você ou os seus medicamentos a não ser que o seu médico de escolha de cuidados primários aprove por escrito.
  3. Não espere até você estar dentro de um hospital ou uma instituição de cuidados de saúde para ser ativo. Se você esperar até isto, você já esperou demais. Em alguns casos, você pode não ter os miolos suficientes para lembrar de tudo isto. Em outros, você pode estar bem, mas eles não lhe darão ouvidos mesmo assim.

É por isto que é crítico discutir isto antecipadamente com a sua família, os seus entes queridos e outros cuidadores em potencial, incluindo o seu médico pessoal.

Tenha esta conversa hoje!

Referências bibliográficas:

  • BBC News. March 8, 2016
  • Arch Intern Med. Jan 22;2007;167(2):188-94.
  • Archives of Internal Medicine. Jun 13, 2011
  • Psychcentral.com, Prescriptions for 2011
  • MSNBC. Jun 13, 2011
  • European Neuropsychopharmacology. Feb 8, 2016
  • BMJ Open. Dec 14, 2015
  • Brain Behav Immun. 2011 Nov;25(8):1725-34.
  • The Douglas Report. Dec 2013; vol. 13 nº 8
  • American Journal of Geriatric Psychiatry. Dec 2006; 14(12): 1032-1040
  • PLoS ONE. 2010; 5(12): e15337
  • Scientific American September 20, 2013
  • New York Times September 17, 2013
  • Medline Plus, Trazodone
  • PLoS Med 2006. 3(9): e372
  • Choosingwisely.org
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Médico, Cirurgião Vascular especializado em medicina preventiva e alta performance. Possui vários artigos publicados em revistas médicas, além de 8 livros com temas relacionados à nutrição, medicina preventiva e esportiva. (CRM 47078)

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