Alimentação

Contaminação com mercúrio: quando seu sushi vira um veneno

Por acaso você já foi a um restaurante de comida japonesa e durante a sua refeição, comendo um dos seus pratos favoritos, repentinamente começou a se sentir mal? Tonturas, chegando às vezes a mal conseguir se levantar, necessitando até de ajuda para ir para casa?

Certamente você não percebeu, mas é possível que tenha sofrido um ataque grave de envenenamento por mercúrio. Apesar de o atum selvagem ser uma das melhores fontes de ômega 3, infelizmente há uma grande possibilidade de conter altas concentrações de mercúrio.

Envenenamento por mercúrio

Esse tipo de envenenamento por metal pesado pode causar sérias reações no seu corpo. Tonturas são apenas uma das manifestações: o mercúrio pode lesar o sistema imunológico, colocando fetos e futuros bebês em risco de agressões ao sistema nervoso central.

Está associado com doenças devastadoras como Doença de Alzheimer, Autismo e Parkinson, cujas vitimas normalmente apresentam níveis elevados de mercúrio. Os metais tóxicos são expelidos para o ambiente diariamente pela indústria de mineração e geração de energia.

Estão presentes no ar que respiramos e no alimento que ingerimos. Altos níveis de mercúrio, frequentemente na forma de metil mercúrio, que é extremamente tóxica, são também absorvidos pela cadeia alimentar marinha, provenientes da poluição industrial.

O mercúrio se acumula no óleo de peixe, e vai se tornando mais concentrado na medida em que os peixes maiores se alimentam dos menores, também contaminados. Os grandes peixes predadores, que vivem mais tempo, como o atum, acabam se transformando em um reservatório de mercúrio. E é por isso que o seu sushi vira um terrível veneno!

A poluição industrial não é a única fonte de mercúrio. O amálgama do “seu” dente frequentemente contém 50% de mercúrio. Portanto, cada vez que você mastiga os alimentos, vapor tóxico de mercúrio é liberado na sua boca. Parece um filme de terror, mas é algo que acontece todos os dias por aí!

Os sintomas nem sempre são aparentes, pois você não sente o que ele está causando para você, podendo destruir sua células nervosas, invadir o seu coração, ossos e cérebro.

Você pode esquecer nomes ou ter dificuldade de concentração e perda de atenção. Seus reflexos podem se tornar lentos, com desenvolvimento de torpor e formigamento. O mercúrio pode fazê-lo se sentir que está louco!

Infelizmente, muitos médicos não sabem que sintomas como estes podem significar que você está contaminado por mercúrio. Os metais pesados podem causar inflamações crônicas, que geram doenças, envenenamento rápido e redução no seu tempo de vida.

Metais pesados podem estar relacionados com doenças do coração

Segundo um novo estudo realizado na Finlândia, os metais pesados estão correlacionados com doença cardíaca. Foram avaliados 3 mil homens Finlandeses saudáveis, onde observou-se que os homens que comiam muito peixe eram os que apresentavam mais mercúrio nos seus corpos e com maior risco de doença cardíaca.

Em outro estudo, com homens nórdicos baleeiros das ilhas Faroe, cuja alimentação é à base de peixes, observou-se que os níveis de mercúrio nesses indivíduos eram altos, onde hipertensão arterial e aterosclerose se elevava. Este exemplo é mais uma confirmação que o mercúrio pode causar doença cardiovascular.

Apesar dos médicos só pensarem em reduzir o colesterol para evitar doença cardíaca, a ciência tem mostrado que o verdadeiro culpado é outro, a inflamação silenciosa…

O efeito inflamatório do mercúrio no seu sistema cardiovascular pode ser devastador. Apesar de muitos pensarem que os metais pesados são removidos do seu corpo pelo seu fígado e rins, isso não é verdade. Metais pesados só saem através de programas detox específicos, cujo modo mais efetivo é a abordagem de tratamento oral associada a um programa de tratamento injetável.

O exame para descobrir a presença de metais pesados no seu organismo chama-se mineralograma, o “exame do cabelo”. Já falei aqui no site sobre ele, clique aqui para ir diretamente ao artigo e saber mais.

Se você sente que pode estar sofrendo com esse problema, converse com o seu médico. Este é um importante assunto e deve ser resolvido o quanto antes para que você tenha uma super saúde!

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Referências bibliográficas:       

  • JAMA. 2013;309(12):1241-1250. doi:10.1001/jama.2013.2107.
  • Arterioscler Thromb Vasc Biol. 2005;25:228-233.
  • ScienceDaily, 19 September 2006.
  • J Long Term Eff Med Implants. 2005;15(6):709-21
  • Environmental Health Perspectives. 2009; 117(3): 367-372.
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Médico, Cirurgião Vascular especializado em medicina preventiva e alta performance. Possui vários artigos publicados em revistas médicas, além de 8 livros com temas relacionados à nutrição, medicina preventiva e esportiva. (CRM 47078)
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